Wednesday, April 30, 2008

Devaneio Próprio da Idade Nº 100



Este é o centésimo post do Polarito World! Quem não se lembra do "Feiticeiro de Oz"...? Uma das mais belas telas musicais que conheço. A música, a letra, as cores, um must para a alma! Este é também um pouco do mundo do Polarito... um mundo que continua a girar e girar sem parar, preenchendo sensações com as cores do arco-íris e desenhando nos céus milhões de estrelas... cada uma é um devaneio próprio da idade... daqueles que nos autografam a alma e nos fragmentam o sorriso em estilhaços de gargalhadas... eternamente Polarito, e o mundo, esse, continua a pintar-nos com as cores do arco-íris... ;)

Monday, April 28, 2008

`Tá feito...!


... e pronto, `tá feito! A maldita fonte bem podia ter emanado coca-cola ou sumol de laranja ou pepsi twist com 2 pedrinhas de gelo e 4 rodelas de limão... mas não... era mesmo ÁGUA...! Quando me apercebi, tentei desesperadamente provocar o vómito, ingerindo 3 pescadas cozidas com molho de natas, enquanto levantava vigorosamente a tampa de esgoto da aldeia e me banhava nas águas tépidas e fétidas. Depois enfiei uma doninha em cada narina e tapei os ouvidos... não resultou... calcei duas galochas, e coloquei um queijo da serra amanteigado dentro de cada uma, atravessei o deserto do Sahara durante os 3 meses mais quentes, enfiei a cabeça dentro das galochas, alternadamente... não resultou... pedi a oitenta camelos que passavam, se os podia atirar ao ar até sentirem uma revolta intestinal e passaram-me por cima enquanto se esvaíam em dejectos semi-liquidos... não resultou... depois digo o dia e a hora ! ;)

Thursday, April 17, 2008

2008, April 17th

... and while the rain poured down in the sea, we tasted toasts with a small piece of butter and cream cakes, watching each other in moments of pure peaceful, tranquility and tenderness, painting smiling words in so many colours... pfpfpfpfffffffffff... ;)

Wednesday, April 16, 2008

Polaroyd Dance Show !

Se colocarmos num saco, dos graaaandes, um Círculo de Dança de Lisboa (click), muita música, boa disposição e um palhaço dos grandes, agitarmos convenientemente e lançarmos sobre um soalho de sapateado, o que temos? É um facto... temos o Polarito a dançar merengue, kizomba (róçá ki róça, róçá ki róçá), salsa, hip hop,... Começaram hoje as aulas! As próximas 4ªs feiras (e não só) vão deixar os empresários da noite em acesas discussões com os empresários circenses, pela minha contratação. O merengue já não tem segredos para mim... 1 2 3 4... 1 2 3 4... marcação em grande... 90 graus... e, no final, as 3 palavras chaves e as reticências, que denunciam vontade do elemento feminino continuar a interagir com o masculino "hum... que bom". As "discosounds" deste mundo que se preparem. A minha digressão começa em breve. Não exijo sandes de coirato nem toalhas de vomvazine no camarim. Apenas o coro de Santo Amaro de Oeiras, durante toda a actuação, sempre em uníssono "hum... que bom! hum... que bom!". Estão todos convidados a vir dançó-palhaçar! Em breve... imagens chocantes :)) Eternamente Polarito... e o mundo, esse, continua a dançar como sempre... e assim é que sabe bem ;)

Tuesday, April 08, 2008

Sunset flying...


Pôr so Sol... O lusco-fusco no seu melhor. Condições extremas de velocidade do vento. A equação logarítmica do perfil da velocidade do vento até se envergonhava se ali estivesse. Traiçoeiras térmicas a chamar por mim, ansiosas por, literalmente, me enviar pelos ares. A montanha a adormecer, a tranquilidade das aldeias de pedra lá muito em baixo, as cores de um céu que rasgo com respeito. Não há palavras. Sabe bem ser Polarito voador, armado em ave de rapina, voar e voar sobre a montanha e o mar... e saber que o mundo, esse, continua a girar e a girar sem parar... ;)

Farafente foderoso !


Fara a fróxima faço-vos um fenteado com os fés...! Ah foigé, vévé!

Monday, April 07, 2008

Click II

A pedido de alguém cuja identidade não divulgarei, e por questões relacionadas com a necessidade de denegrir um pouco mais a imagem de um dos elementos do post anterior, eis mais um diagrama representativo da evolução da espécie humana. À esquerda, um dos últimos indivíduos vivos da espécie Homo neanderthalensis ou, efectivamente, uma macaca a entrar na sua caverna na aldeia de "Pocilga" - Serra da Lousã. À direita, um exemplar de Homo sapiens, protótipo do que seremos daqui a uns anos, mais evoluidos fisica e intelectualmente. Desculpa, macaquinha... ups... canoxinha... mas não resisti... :)

Friday, April 04, 2008

Click!

"Ai este Pedrito, está um homem feito!"... "Ó rapaz, a quem é que tu sais tão grande...!?"... "Vejam bem, está aqui e está a ultrapassar o irmão"... foram frases que ouvi repetidamente durante parte da minha infância (mais ou menos entre os 0 e os 29 anos). Sabia bem, reconfortava o ego porque eu sempre quis ser mais ou menos grande. Pelo menos, o suficiente para poder armar zaragatas na escola e sovar os maus com mais facilidade. Como fiquei grande depressa, era sempre eu que ia apagar o quadro da sala de aula, porque nem a professora chegava lá acima. Era sempre eu o chefe da turma, fui sempre eu o capitão da equipa de basketball e passava sempre por mim a dura missão de separar os intervenientes das porradas lá na minha rua. O auge desta minha ambição aconteceu algures em Lisboa onde se faz o Bilhete de Identidade (não foi na Av. Liberdade nem no ISA, portanto tenho alguma dificuldade em explicar onde é) e fui chamado à atenção 3x pela mesma senhora, para baixar os calcanhares no momento da medição. Qual era o mal? Se eu cometesse um crime, e fosse condenado a 50 anos em cela solitária em Alcatraz, com direito a 3 chicotadas na cabeça, às refeições, podiam estar as minhas impressões digitais na porta dos pastéis de Belém, um rasto de migalhas desde o forno até ao Guincho onde deixaria o carro estacionado para parecer que não tinha nada a ver comigo, podia ter lá deixado ficar 4 dentes e o que diria a polícia? "Não, nem pensar, estão aqui 4 dentes típicos da dentição do Polarito, as impressões digitais são as do Polarito, mas não coincide a altura! Está aqui 186 cm no BI e ele tem 185 cm! Liberdade para o Polarito e indemnização de 40 mil pastéis de belém!". Agora é tudo ao contrário, tudo... a medição é feita na horizontal e, de facto, aproxima-se dos 186 cm (esta era muito escusada, e até desnecessária, e vale-me a esperança de que ninguém tenha entendido). Agora é tudo ao contrário porque, as mesmas pessoas, olham para mim e dizem: "Ai este Pedrito, já tens que idade, Pedrito? Já fizeste os 20, não já, Pedrito?"... "Ó rapaz, então e rapariga?"... "Vejam bem, está aqui este "homezão" e não há maneira de casar"... Hummm... Agora sinto-me crescido, sem ter crescido. Não tenho vontade de crescer. Apetece-me continuar "Pedrito". E sempre fiz o que me apetece... Um dia vou morrer criança, sem crescer, e brincar com as estrelas da mesma forma que hoje brinco com a vida. A minha Mãe perguntava muitas vezes "ó filho, quando é que cresces...?"... Um dia, Mãezinha, um dia... quando as estrelas deixarem de ser peças de legos e eu já não conseguir construir uma constelação com elas... Até lá, e sempre, eternamente Pedrito... o mundo, esse, continua a girar e a girar sem parar... como bola colorida, entre as mãos de uma criança... ;)

P.S. - As minhas desculpas aos elementos utilizados como efeitos visuais para ilustrar este post ;)

Sunday, March 23, 2008

Give them a smile. It´s enough :-)

Esta foto tem quase 1 ano e está artisticamente engraçada. A vegetação impede que se perceba que sou eu o "senhor padre" e, obviamente, também não vou dizê-lo. Atrás de mim (ups...) vem a cruz, representando Deus. Eu sou católico, mas vivo a minha religião de uma forma muito sóbria, concordando e discordando de inúmeras situações, permitindo-me o pecado de assumir uma religião muito própria, a minha. Defendo que cada pessoa se deve entregar a Algo assumidamente transcendente, refugiando-se em momentos de maior ou menor alegria e tristeza. Se alguém for feliz a dar cabeçadas no tecto, excelente, desde que não seja o meu vizinho de baixo. Se alguém for feliz a passear galinhas na rua, perfeito, desde que não vá à minha frente e a galinha tenha comido 5 Kg de milho. O que importa é estar bem e ser feliz, mas ser mesmo feliz!
Nos últimos 2 anos, na Marmeleira (sim, Marmeleira) e nas aldeias vizinhas, no dia de Páscoa e no dia seguinte, entrei em casa das pessoas, representando Cristo. Absorvi muitos sorrisos nas faces das pessoas mais velhinhas, por verem entrar em suas casas um "senhor padre" tão novo, sorridente e com mania de beijinhos. Vi tristeza nas jovens moçoilas que, ao verem-me "senhor padre" descobriam o final de um possível matrimónio comigo :) Recordo-me de entrar no quarto de um senhor acamado, lhe dizer palavras amigas, e ver o seu sorriso e o da sua esposa. Uma casa tão humilde, tanta tristeza, tanta dor... e 1 sorriso. Não há sensação mais intensa, garanto-vos.
Não faz sentido escrever sobre estes momentos se, este ano, não se tivesse passado o que se passou. De facto, por "tareias" das grandes que a vida nos dá, este ano não quis passar este dia na Marmeleira, a minha aldeia. Faz falta alguém que, fazendo falta todos os dias, é de uma insuportável ausência neste dia... a Mãe. Fui e vim ontem, só para distribuir "olás". Este ano, quem me vai suceder na visita Pascal, inundar de alegria e carinho corações desprotegidos, encher as caras de sorrisos e de alegria, não é um puto qualquer como eu. Não é um padre qualquer. Nem um bispo qualquer. É apenas um Prémio Nobel da Paz. Ui... Meu Deus... D. Ximenes Belo, bispo de Dili, Prémio Nobel da Paz 1996. Reconheço que senti algum orgulho no que tenho feito. Vai saber bem, daqui a 100 anos, no Quem Quer Ser Milionário, ouvir o Jorge Gabriel com a sua voz trémula, por entre tossidos e "ais" da idade: Quem foi que, em 2006 e 2007, antecedeu o Bispo Emérito de Dili e Prémio Nobel da Paz, na benção das pessoas e casas na Marmeleira e aldeias vizinhas:
a) Papa Bento XVI
b) Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo
c) Polarito
Hum... tenho algum orgulho em mim e gostava de vos dizer isso, por pouco humilde que possa parecer... sabe bem ser palhacito ao máximo e crescido ao máximo, e poder passear por um intervalo tão grande de emoções que vão entre estes dois personagens. Sabe bem ser Polarito, eternamente Polarito... e ter a certeza que o mundo, esse, continua a girar sem parar... ;)

Wednesday, March 19, 2008

1 dos 365 ou 366 dias do Pai

Hoje foi dia de sair mais cedo do escritório, conduzir tranquilamente ao som de Norah Jones e dos "plinck... plick... plinnnnck..." das gotas de chuva no pára-brisas, deixar o carro por baixo de uma árvore para que os passaritos tivessem o seu momento de devaneio pós-refeição. Entrei, disse bom dia, sentei-me e almocei. Com o meu pai e com o meu irmão. Vi nos olhos do meu pai que estava contente. Isso deixou-me tranquilo, ainda mais tranquilo. Entrei no carro. Agradeci aos passaritos os presentes multicoloridos, e regressei ao escritório, ao som de Norah Jones e dos "plinnnnc.... plinnnnncccc" das gotinhas de chuva que tilintavam suavemente. Não havia trânsito, não havia radares, não havia estrada escorregadia, e eu estava atrasado. Mas fui absurdamente devagar a imaginar o dia em que escuto a palavra... pai... em 2 ou 3 ou 4 ou mais vozes diferentes... sabe bem... deve saber bem... afinal de contas tenho 500 brinquedos que começo a ter vergonha de dizer que são meus. Até devo achar piada a encontrar as paredes da sala riscadas com lápis de cera. E os móveis da cozinha cheiiinhos de plasticina. Também consigo desatar o nó da cauda do gato, ficar muitas horas a ensinar a andar de triciclo, mesmo que o triciclo tenha ainda mais duas rodinhas de apoio. Ainda gosto de ler histórias antes de nanar, é só passar a ler em voz alta. Ainda gosto de brincar às escondidas, à macaca, aos polícias, ao chefe da aldeia, etc... Apetece-me instaurar novos métodos de formação pessoal e humana. Apetece-me que as crianças saibam o que é tudo, menos uma coisa: paredes. Que saibam o que é o Mundo. As florestas, as praias, os oceanos, as montanhas, as selvas, as ilhas, os glaciares, os corais, desde crianças. Assim tem tudo mais piada. Mas também... também teria vergonha em ter um pai como eu, reconheço. É melhor ir primeiro dar 2 ou 3 voltas ao Mundo, encontrar a infeliz a quem os meus netos chamarão de avó e depois é só fazer o mais fácil. Ser eternamente Polarito... o mundo, esse, continua a girar sem parar... ;)

Sunday, March 16, 2008

Who knows what tomorrow brings...?

...e quando queremos roubar uma estrela do céu para que ela brilhe mais... roubar uma onda do mar para que ela mergulhe em fantasias... quando queremos ser fortes para girar a Terra ainda mais depressa, para que ela viva sensações e emoções como ninguém, em minutos alucinantes de novidades, ao sol, à chuva, ao vento, com trovões, mas sempre com um rasgo incandescente de surpresa... e queremos que ela viva experiências fantásticas, porque sabemos que ela assim é feliz... então esquecemos que as estrelas são do céu e as ondas do mar. A Terra não pode girar mais depressa porque perde o seu encanto. Lamenta-se não ter tempo para mostrar um pouco mais, convicto que seria a loucura. E dói. E dói mais quando me bate com palavras, ou me insulta sem que esteja por perto. Dói que se esqueça que construí um pequenino barco e naveguei dentro dela até ao coração. Lá construi um dique para segurar tudo aquilo que é alegria. Percorri todo o seu corpo na minha pequena jangada, várias vezes. Tirei fotografias a locais de uma beleza infinita, moldei locais que me pedia para desenhar a meu gosto. O dique rebentou...Hoje uma pequena brisa me moveu-me a face perto do mar, um rasgo de sol encheu-me a alma de calor e sinto que há tantas estrelas a iluminarem-me os olhos, tantas ondas à minha espera, e a Terra... a girar ao som de uma música nova, a cada dia...! Então regresso, deixo que as nuvens mais brancas me trespassem. Olho para trás e continuam brancas. Fico feliz. É assim que sabe bem. Afinal, ela sorriu muitas vezes. Até querer. Sem que eu nunca tenha feito nada para que sorrisse. Fica sempre aquela coceguinha no peito, de não ter sido normal. Mas fica sempre aquele orgulho de, de facto, nunca o ter sido. Isso tranquiliza-me e faz-me seguir sorrindo. Hoje cerraram as cortinas de mais um espectáculo da minha vida, e soube-me bem ouvir os aplausos... Amanhã, mais uma aventura, mais um espectáculo para a minha plateia que é cada vez maior. Obrigado a todos. Clap. Clap. Clap.
Matthew: I have a feeling that in the near term, it'll be Sawyer and Kate, and in the long term, it'll be Jack and Kate.
Evangeline (about a Jack & Kate romance): It will happen. Just wait for it - it will happen.:)
Eternamente Polarito... tudo ficou por dizer e fazer, mas o mundo continua a girar sem parar... :)

Tuesday, March 04, 2008

Dependência noctívaga !



Podem considerar esta situação como uma patologia associada a um desvio mental acentuado, mas se há algo que me incomoda prái uns 97,8 na escala de 0 a 100 do incómodo, é ter de ficar a nanar sozinho em quartos de hotel. Pronto, tive de dizer! É triste, é deprimente, não faz sentido, e é um sub-aproveitamento dos lençóis, do quarto, do hotel, e até da própria responsabilidade que me foi imputada de dar continuidade à espécie. Já não ia a Barcelona... vá lá... há uns 15 dias! Na altura fui na minha condição de Polarito Puto Xarila Macaco sem Pila, só para brincar. Desta vez fui na minha condição de Eng. Pedro Rodrigues, para brincar, mas sem passar a imagem de que estava a brincar. Tudo perfeito! Mas chega a madrugada, abre-se a porta do quarto e pronto, já não há mais brincadeira. O Eng. dorme, de perna cruzada (mas à homem) sonhando com o dia em que há-de ter aspecto de engenheiro. O Polarito Puto Xarila Macaco Sem Pila, adormece a imaginar que, por mais que se esforce, nunca deixará de ser criança. Eu entretanto bazei, dei de frosques, botei-me na alheta (put myself on the "garlick...eta") e deixei lá os dois. Tenho a certeza que toda a noite disseram palhaçadas até ficarem sem ar nas veias da cabeça. Mas foi só isso, garanto-vos. A condição de 2 dos últimos machos morenos latinos de barba rija e pêlos no peito, impede-os de outras brincadeiras, e ainda bem... toc toc toc (num pedaço de madeira). Eternamente Polarito... e o mundo continua a girar sem parar... :)

Thursday, February 28, 2008

Eu e um puto parecido comigo!

Antes eu tinha a mania de me enfiar em cestos. Tinha um focinho mais lindo que hoje. Mas pouco mais :) Do que tenho mesmo saudades é das orelhas. Vejam que espectáculo de orelhas. Todas as ursa... meninas vinham ter comigo fazer miminhos atrás da orelha. Depois aos 4-5 anos apareceu a puberdade. Eu não queria nada. Tinha planeado a minha vida e das minhas amigas do jardim escola para a puberdade aparecer só aos 7 anos, mas nesse dia fatídico bateu à porta e eu, feito literalmente urso, disse "quem é?" e do outro lado responderam "é a puberdade, pá, cheguei mais cedo porque não havia tanto trânsito. Abre lá a porta". Fiquei mesmo lixado. Nem sequer me tinha arranjado para a receber. E também não me apetecia nada começar tão cedo a fazer buraquinhos na areia da praia, sem ser para brincar aos túneis. "Epá, ó puberdade, o que é que tu pensas da vida? Não podes voltar mais logo?". E ela, feita parva, respondeu: "tá cáládo, pá! Opá, tá cáládo, pá! Ágóra é que é porrêro, pá! Lá nos África nóis aparece aos dois meses, pá!". E eu resignei-me. Se é a puberdade dos África, é uma boa puberdade. Vai-me dar jeito mais tarde. E fiquei assim, parecido com um puto, com caracóis no cabelo, quase a roçar os limites do que é considerado uma carapinha. Não sei porque comecei aqui a falar na puberdade, foi só uma muito pequenina incursão nos caminhos da demência. Mas uma coisa é verdade, digam lá se não era/sou/serei parecido com um Deus Grego (click) ? :))

Wednesday, February 27, 2008

Ronrommmm...

Lá estava ela à minha espera. Como todos os dias. Não tem nome. Não tem data de nascimento. Não tem casa nem família. Mas está sempre ali, quando saio ou quando chego. Pequeninos pulos e mios de doçura. Confunde-me as pernas, tropeço em cada passo, mas ela gosta... gosta de sentir que o risco de eu me escangalhar em cima dela está no limite, e por isso não desiste. E eu faço sempre as mesmas festinhas, vou buscar sempre os mesmos biscoitos e mantenho sempre os mesmos 3 minutos de brincadeira. Não posso levá-la para casa. Ia haver duas brigas. Com o meu pai e com o meu gato. Ela deve ser feliz assim, porque mia, come, brinca e depois, com um mio mais longo, despede-se até à manhã seguinte. Muitas vezes a minha mãe brincou com este miau, e por isso tem um valor ainda mais especial para mim. Ainda me lembro do sorriso da minha mãe quando, após 1 mês de desaparecimento, a gatinha voltou, a miar ao pé da minha janela. Os sorrisos são o meu ar e não respiro sem os sentir. Esta gatinha vive contente, parece-me. Defende-se melhor dos carros, dos cães e das pessoas, do que numa casa. É feliz assim. E isso faz-me feliz também. Té manhã, pikinininha, onde quer que estejas a nanar :)

Tuesday, February 26, 2008

Palhaço vs. Engenheiro ?


Há 2 coisas mesmo tristes nesta vida. Uma é ir 3 dias em trabalho com o chefe. Outra é estar 3 dias fora com o chefe, em trabalho. Há uma terceira coisa mesmo mesmo mesmo mesmo triste. É estar com o chefe, em trabalho, longe do lar, e ouvir uma conversa sobre mangueiras pela 24ª vez. Mas felizmente isso não aconteceu. Foi só a 23ª vez. É nestes momentos que se abre a mala do carro e se retira um dos 7 brinquedos permanentes: a vola de fraia! E pronto. Estou em casa. Sinto-me a pairar nas nuvens, a tentar bater o recorde dos 199 toques na bola sem cair, que mantenho desde os 15 anos (não posso contar em público a minha reacção quando a bola decidiu trocar o meu pé pelo chão antes dos 200, mas não foi bonito, reconheço. Aos Serviços de Arranjos Exteriores da Câmara Municipal de Lagos, as minhas desculpas. Sim, fui eu que escangalhei aquele chapéu de praia verde horrível que estava a destoar no areal, corria o bom ano de 1994. Aos seguidores de um conceito estético bem mais interessante nas praias, não me agradeçam). E pronto, com uma musiquinha de fundo que, efectivamente tinha como letra: "epá, e estas mangueiras são de 20 metros e estão revestidas por camadas blá blá e pode regar-se as flores que elas não morrem em mais de 3 dias e blá blá blá e se as alfaces forem regadas com esta mangueira no dia seguinte cada alface dá 50 abóboras e blá blá...", fui brincando e brincando. Palhaço, sim, sempre. Mas dos fixes. Ao meu ilustre chefe e discípulo da má vida, parabéns por ter suportado que o cd da Rhianna girasse e girasse e girasse vezes sem conta durante 1200 km. O remix do Chris Brown já tá decorado! O gráfico de emissão da Antena 1, nestes 3 dias, está pelas ruas da amargura! Vai buscariiii !!
Post Scriptum - Obrigado pelos "flocos de neve" do post anterior.

Monday, February 18, 2008

O Papagaio e o Mar...


Ainda em relação ao Menino de Cabul, uma histórica verídica que, de facto, arrepia um pouco mesmo os pelinhos mais adormecidos, quem for ver procure aperceber-se da importância de um kite na felicidade de uma criança e de um homem... Eu tenho 3. Um pequenino, que parece uma ave. uma gaivota ao sabor da brisa do mar. Um grandito, que faz lembrar uma ave de rapina com hélices em voo picado sobre a presa (as hélices referem-se ao barulho que este papagaio faz, impressionante). Às vezes quando passa um avião em baixa altitude por cima de minha casa, penso que é alguém que me está a gamar o papagaio, mas não, lá está ele bem pertinho da minha cama. Gosto de saber que ao meu lado, que quando vou nanar está ali um bocadinho de mar, de céu, de praia e de liberdade bem perto. O terceiro, é um ganda maluco! Grandãoooo, imponente, 48 fios de 100 metros a apontarem os céus e o gigante adormecido lavanta voo... faz sombra no areal, ergue-se lentamente em direcção ao Sol, mas 1 segundo pode ser suficiente para escutar os nossos amigos úmero, rádio e cúbito a fazerem "crack". A última aventura ficou bem marcada na areia. Parecia uma praia atravessada por um tractor agrícola com uma charrua de aivecas das grandes. Neste caso, os meus pés fizeram de charruas. Posso até, numa próxima oportunidade, deixar o meu contacto para a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal. Um dia vou tentar lançá-lo dentro de água, mas tenho medo de curto-circuito com as faíscas produzidas pelos calcanhares. Estes 3 papagaios são os meus 3 amigos de todo o ano e de todas as praias, uma união para toda a vida. Espero um dia ter crianças para justificar estes brinquedos do pai como sendo brinquedos deles e não passar algumas vergonhas quando abro a mala do carro e parece a fusão da Imaginarium com o Papagaio sem Penas e com a Decathlon.
A dependência do mar estimula-nos a abraçá-lo todos os fins de semana, de perto ou de longe. É, efectivamente nomeadamente mormente, um abrigo. Um abrigo de liberdade, de sonhos, de loucura, de água, de diversão, de brilho, de prazer, de expressão, de sensações a que o corpo responde com uma dependência cada vez maior. Muitas vezes, quando pensamos no mar e nos momentos de prazer que nos proporciona, há uma nítida tendência para associar o surf a este contexto. Há o grupo dos surfistas, como há o dos betos, dos xungas, dos skaters, dos punks, dos dementes precoces :) etc... Eu tive sorte de ser um independente nesta matéria. Sou eu, sem grupo. Lanço os meus papagaios, um dia, uma noite, sozinho ou acompanhado. E cada vez gosto mais. Mergulho e encontro um Mundo que todas as pessoas têm de conhecer. Ninguém pode partir sem mergulhar e "sentir" o que se passa lá em baixo... já não se muda! É deixarmos de ser "pessoas" e todos os problemas que isso traz e passarmos a ser "mar" e toda a grandiosidade que isso representa. É sermos aventureiros, mas de outro Mundo. Já fiz surf e bodyboard. Nunca me esqueço da primeira vez, com a minha velhinha prancha amarela do Continente. Poucos centimetros quadrados do meu corpo não faziam lembrar um tipo lá dos África. Não consigo apanhar ondas, é um facto, mas faço uma boa amizade com a prancha ao pôr do Sol. Já desloquei um ombro e não disse nada a ninguém, quando quis subir para uma tábua de madeira à beira mar só com um pé, e tentar chegar o mais longe possível. Já pareci um minúsculo pontinho no mar, visto da praia, sentado numa bóia enorme que anda sempre na mala do meu carro, ao lado da bola colorida. Todos os dias do ano. Já fiz xixi no mar. Já fiz o pino, cambalhotas, dancei, cantei, corri e adormeci no mar. Já acertei com um disco na cabeça de uma senhora de 80 anos, e ela até gostou. Já atirei muitos paus para o mar, para um bobi trazer de volta. Já escrevi um pequeno livro, enquanto assisti a duas marés. Já corri para os barcos dos pescadores que chegam e devolvi ao mar todos os peixes que consegui. Já apanhei conchinhas para oferecer à minha mãe. Já fiz de palhaço à beira-mar enquanto me procuravam no alto mar e nas dunas. Já fui feliz à beira mar, enquanto fazia de palhaço. Já desenhei corações na areia e vi-os serem apagados pelas ondas pequeninas. Já corri 200 metros até ao mar e tropecei 1 metro antes de lá chegar. Nunca mais corri até ao mar. Já saltei para o mar do cimo de um monte (vá lá... um montito... vá lá... uma muito pequenina elevação... pronto, de cima de um calhau). Já fiquei sentado à beira-mar a ver nascer a lua atrás de mim e o sol a esconder-se à minha frente. Já saí do mar com a lua lá em cima. Muitas vezes. Já brinquei com o mar todas as horas do dia e da noite, algumas vezes com o fato de banho :) Secalhar, já fui mar... Se o mar falasse, a cumplicidade que temos impediria a divulgação de outras actividades lúdicas que me fizeram rir, sonhar, amar... sempre ao pé do mar. E o melhor está para vir... ;)

Menino de Cabul / Menino da Estrela

Noite de sábado para domingo, 16 Fevereiro, corria o bom ano de 2008, 0h25m, Corte Ingles, Departamento de Cinemas, 4 jovens cinéfilos entram na sala 14 para ver "The Kite Runner" ou, como facilmente se traduz em português, "O Menino de Cabul".
Noite de sábado para domingo, 16 Fevereiro, corria o bom ano de 2008, 2h35m, Corte Ingles, Departamento de Cinemas, 4 jovens cinéfilos saem da sala 14 depois de ver "The Kite Runner".
Nunca tinha vivido esta experiência solitária de não encontrar outros elementos que não do meu gang, numa sala de cinema. Ainda por cima o filme impressiona... 50% da população que assistiu a esta sessão, saiu a chorar, que foram, efectivamente, duas amigas minhas das quais me envergonho um pouco.

Domingo, 18h30m, saída do local de trabalho onde tive de ir fazer aquilo que não fiz durante a semana, isto é, trabalhar. Caía uma chuvinha, os sinos da Basílica da Estrela pareciam malucos, comecei a imaginar coisas... os filmes que me invadem a cabeça à razão de mais ou menos 24h por dia, e me fazem andar a rir sozinho na rua. É triste, mas acontece sempre. Não há ainda comprimidos nem injecções para esta patologia. Este filme não posso mesmo contar até porque envolve uma basílica e seria sacrilégio :) Mas a atmosfera desta Lisboa em dias taciturnos, com iluminação inquietantemente sóbria, ao som de sinos em histerismo resignado, incute-nos alguns pozinhos de perlimpimpim... a nostalgia de um momento que pretendemos viver a dois e não, solitariamente, num fim de tarde de domingo. Nada que não se recomponha com um anoitecer com amigos à beira rio, em ambiente fashion de cores, sons e sabores...!

Wednesday, February 13, 2008

Part - Time em Barcelona

Para poder suportar os avultados gastos que a manutenção deste corpo exige, ainda mais em férias, fui forçado a desenvolver uma actividade como limpador de mesas da tienda da Pans & Company, na Rambla, Barcelona. Uma actividade muito enriquecedora, principalmente para a mesa, que nunca foi tão bem massajada na sua vida. A remuneração de 1 bocadillo de jamon serrano com patatas bravas valia o esforço.
P.S. - Uma palavra especial para as 3 baratas que desfilavam por entre as pernas da cadeira, como quem passeia alegremente num bosque de cadeiras. Espero que ainda não tenham levado com insecticida na tola. Tenho saudades vossas. Beijinhos.

Impressionante, de facto...