No leste da Gronelândia, o urso polar é chamado de Tornassuk, "o mestre dos espíritos prestativos"...
Wednesday, April 30, 2008
Devaneio Próprio da Idade Nº 100
Este é o centésimo post do Polarito World! Quem não se lembra do "Feiticeiro de Oz"...? Uma das mais belas telas musicais que conheço. A música, a letra, as cores, um must para a alma! Este é também um pouco do mundo do Polarito... um mundo que continua a girar e girar sem parar, preenchendo sensações com as cores do arco-íris e desenhando nos céus milhões de estrelas... cada uma é um devaneio próprio da idade... daqueles que nos autografam a alma e nos fragmentam o sorriso em estilhaços de gargalhadas... eternamente Polarito, e o mundo, esse, continua a pintar-nos com as cores do arco-íris... ;)
Monday, April 28, 2008
`Tá feito...!
Thursday, April 17, 2008
Wednesday, April 16, 2008
Polaroyd Dance Show !
Se colocarmos num saco, dos graaaandes, um Círculo de Dança de Lisboa (click), muita música, boa disposição e um palhaço dos grandes, agitarmos convenientemente e lançarmos sobre um soalho de sapateado, o que temos? É um facto... temos o Polarito a dançar merengue, kizomba (róçá ki róça, róçá ki róçá), salsa, hip hop,... Começaram hoje as aulas! As próximas 4ªs feiras (e não só) vão deixar os empresários da noite em acesas discussões com os empresários circenses, pela minha contratação. O merengue já não tem segredos para mim... 1 2 3 4... 1 2 3 4... marcação em grande... 90 graus... e, no final, as 3 palavras chaves e as reticências, que denunciam vontade do elemento feminino continuar a interagir com o masculino "hum... que bom". As "discosounds" deste mundo que se preparem. A minha digressão começa em breve. Não exijo sandes de coirato nem toalhas de vomvazine no camarim. Apenas o coro de Santo Amaro de Oeiras, durante toda a actuação, sempre em uníssono "hum... que bom! hum... que bom!". Estão todos convidados a vir dançó-palhaçar! Em breve... imagens chocantes :)) Eternamente Polarito... e o mundo, esse, continua a dançar como sempre... e assim é que sabe bem ;)Thursday, April 10, 2008
Tuesday, April 08, 2008
Sunset flying...
Pôr so Sol... O lusco-fusco no seu melhor. Condições extremas de velocidade do vento. A equação logarítmica do perfil da velocidade do vento até se envergonhava se ali estivesse. Traiçoeiras térmicas a chamar por mim, ansiosas por, literalmente, me enviar pelos ares. A montanha a adormecer, a tranquilidade das aldeias de pedra lá muito em baixo, as cores de um céu que rasgo com respeito. Não há palavras. Sabe bem ser Polarito voador, armado em ave de rapina, voar e voar sobre a montanha e o mar... e saber que o mundo, esse, continua a girar e a girar sem parar... ;)
Monday, April 07, 2008
Click II
Friday, April 04, 2008
Click!
P.S. - As minhas desculpas aos elementos utilizados como efeitos visuais para ilustrar este post ;)
Sunday, March 23, 2008
Give them a smile. It´s enough :-)
Wednesday, March 19, 2008
1 dos 365 ou 366 dias do Pai
Hoje foi dia de sair mais cedo do escritório, conduzir tranquilamente ao som de Norah Jones e dos "plinck... plick... plinnnnck..." das gotas de chuva no pára-brisas, deixar o carro por baixo de uma árvore para que os passaritos tivessem o seu momento de devaneio pós-refeição. Entrei, disse bom dia, sentei-me e almocei. Com o meu pai e com o meu irmão. Vi nos olhos do meu pai que estava contente. Isso deixou-me tranquilo, ainda mais tranquilo. Entrei no carro. Agradeci aos passaritos os presentes multicoloridos, e regressei ao escritório, ao som de Norah Jones e dos "plinnnnc.... plinnnnncccc" das gotinhas de chuva que tilintavam suavemente. Não havia trânsito, não havia radares, não havia estrada escorregadia, e eu estava atrasado. Mas fui absurdamente devagar a imaginar o dia em que escuto a palavra... pai... em 2 ou 3 ou 4 ou mais vozes diferentes... sabe bem... deve saber bem... afinal de contas tenho 500 brinquedos que começo a ter vergonha de dizer que são meus. Até devo achar piada a encontrar as paredes da sala riscadas com lápis de cera. E os móveis da cozinha cheiiinhos de plasticina. Também consigo desatar o nó da cauda do gato, ficar muitas horas a ensinar a andar de triciclo, mesmo que o triciclo tenha ainda mais duas rodinhas de apoio. Ainda gosto de ler histórias antes de nanar, é só passar a ler em voz alta. Ainda gosto de brincar às escondidas, à macaca, aos polícias, ao chefe da aldeia, etc... Apetece-me instaurar novos métodos de formação pessoal e humana. Apetece-me que as crianças saibam o que é tudo, menos uma coisa: paredes. Que saibam o que é o Mundo. As florestas, as praias, os oceanos, as montanhas, as selvas, as ilhas, os glaciares, os corais, desde crianças. Assim tem tudo mais piada. Mas também... também teria vergonha em ter um pai como eu, reconheço. É melhor ir primeiro dar 2 ou 3 voltas ao Mundo, encontrar a infeliz a quem os meus netos chamarão de avó e depois é só fazer o mais fácil. Ser eternamente Polarito... o mundo, esse, continua a girar sem parar... ;)Sunday, March 16, 2008
Who knows what tomorrow brings...?
...e quando queremos roubar uma estrela do céu para que ela brilhe mais... roubar uma onda do mar para que ela mergulhe em fantasias... quando queremos ser fortes para girar a Terra ainda mais depressa, para que ela viva sensações e emoções como ninguém, em minutos alucinantes de novidades, ao sol, à chuva, ao vento, com trovões, mas sempre com um rasgo incandescente de surpresa... e queremos que ela viva experiências fantásticas, porque sabemos que ela assim é feliz... então esquecemos que as estrelas são do céu e as ondas do mar. A Terra não pode girar mais depressa porque perde o seu encanto. Lamenta-se não ter tempo para mostrar um pouco mais, convicto que seria a loucura. E dói. E dói mais quando me bate com palavras, ou me insulta sem que esteja por perto. Dói que se esqueça que construí um pequenino barco e naveguei dentro dela até ao coração. Lá construi um dique para segurar tudo aquilo que é alegria. Percorri todo o seu corpo na minha pequena jangada, várias vezes. Tirei fotografias a locais de uma beleza infinita, moldei locais que me pedia para desenhar a meu gosto. O dique rebentou...Hoje uma pequena brisa me moveu-me a face perto do mar, um rasgo de sol encheu-me a alma de calor e sinto que há tantas estrelas a iluminarem-me os olhos, tantas ondas à minha espera, e a Terra... a girar ao som de uma música nova, a cada dia...! Então regresso, deixo que as nuvens mais brancas me trespassem. Olho para trás e continuam brancas. Fico feliz. É assim que sabe bem. Afinal, ela sorriu muitas vezes. Até querer. Sem que eu nunca tenha feito nada para que sorrisse. Fica sempre aquela coceguinha no peito, de não ter sido normal. Mas fica sempre aquele orgulho de, de facto, nunca o ter sido. Isso tranquiliza-me e faz-me seguir sorrindo. Hoje cerraram as cortinas de mais um espectáculo da minha vida, e soube-me bem ouvir os aplausos... Amanhã, mais uma aventura, mais um espectáculo para a minha plateia que é cada vez maior. Obrigado a todos. Clap. Clap. Clap. Tuesday, March 04, 2008
Dependência noctívaga !


Podem considerar esta situação como uma patologia associada a um desvio mental acentuado, mas se há algo que me incomoda prái uns 97,8 na escala de 0 a 100 do incómodo, é ter de ficar a nanar sozinho em quartos de hotel. Pronto, tive de dizer! É triste, é deprimente, não faz sentido, e é um sub-aproveitamento dos lençóis, do quarto, do hotel, e até da própria responsabilidade que me foi imputada de dar continuidade à espécie. Já não ia a Barcelona... vá lá... há uns 15 dias! Na altura fui na minha condição de Polarito Puto Xarila Macaco sem Pila, só para brincar. Desta vez fui na minha condição de Eng. Pedro Rodrigues, para brincar, mas sem passar a imagem de que estava a brincar. Tudo perfeito! Mas chega a madrugada, abre-se a porta do quarto e pronto, já não há mais brincadeira. O Eng. dorme, de perna cruzada (mas à homem) sonhando com o dia em que há-de ter aspecto de engenheiro. O Polarito Puto Xarila Macaco Sem Pila, adormece a imaginar que, por mais que se esforce, nunca deixará de ser criança. Eu entretanto bazei, dei de frosques, botei-me na alheta (put myself on the "garlick...eta") e deixei lá os dois. Tenho a certeza que toda a noite disseram palhaçadas até ficarem sem ar nas veias da cabeça. Mas foi só isso, garanto-vos. A condição de 2 dos últimos machos morenos latinos de barba rija e pêlos no peito, impede-os de outras brincadeiras, e ainda bem... toc toc toc (num pedaço de madeira). Eternamente Polarito... e o mundo continua a girar sem parar... :)Thursday, February 28, 2008
Eu e um puto parecido comigo!
Antes eu tinha a mania de me enfiar em cestos. Tinha um focinho mais lindo que hoje. Mas pouco mais :) Do que tenho mesmo saudades é das orelhas. Vejam que espectáculo de orelhas. Todas as ursa... meninas vinham ter comigo fazer miminhos atrás da orelha. Depois aos 4-5 anos apareceu a puberdade. Eu não queria nada. Tinha planeado a minha vida e das minhas amigas do jardim escola para a puberdade aparecer só aos 7 anos, mas nesse dia fatídico bateu à porta e eu, feito literalmente urso, disse "quem é?" e do outro lado responderam "é a puberdade, pá, cheguei mais cedo porque não havia tanto trânsito. Abre lá a porta". Fiquei mesmo lixado. Nem sequer me tinha arranjado para a receber. E também não me apetecia nada começar tão cedo a fazer buraquinhos na areia da praia, sem ser para brincar aos túneis. "Epá, ó puberdade, o que é que tu pensas da vida? Não podes voltar mais logo?". E ela, feita parva, respondeu: "tá cáládo, pá! Opá, tá cáládo, pá! Ágóra é que é porrêro, pá! Lá nos África nóis aparece aos dois meses, pá!". E eu resignei-me. Se é a puberdade dos África, é uma boa puberdade. Vai-me dar jeito mais tarde. E fiquei assim, parecido com um puto, com caracóis no cabelo, quase a roçar os limites do que é considerado uma carapinha. Não sei porque comecei aqui a falar na puberdade, foi só uma muito pequenina incursão nos caminhos da demência. Mas uma coisa é verdade, digam lá se não era/sou/serei parecido com um Deus Grego (click) ? :)) Wednesday, February 27, 2008
Ronrommmm...
Lá estava ela à minha espera. Como todos os dias. Não tem nome. Não tem data de nascimento. Não tem casa nem família. Mas está sempre ali, quando saio ou quando chego. Pequeninos pulos e mios de doçura. Confunde-me as pernas, tropeço em cada passo, mas ela gosta... gosta de sentir que o risco de eu me escangalhar em cima dela está no limite, e por isso não desiste. E eu faço sempre as mesmas festinhas, vou buscar sempre os mesmos biscoitos e mantenho sempre os mesmos 3 minutos de brincadeira. Não posso levá-la para casa. Ia haver duas brigas. Com o meu pai e com o meu gato. Ela deve ser feliz assim, porque mia, come, brinca e depois, com um mio mais longo, despede-se até à manhã seguinte. Muitas vezes a minha mãe brincou com este miau, e por isso tem um valor ainda mais especial para mim. Ainda me lembro do sorriso da minha mãe quando, após 1 mês de desaparecimento, a gatinha voltou, a miar ao pé da minha janela. Os sorrisos são o meu ar e não respiro sem os sentir. Esta gatinha vive contente, parece-me. Defende-se melhor dos carros, dos cães e das pessoas, do que numa casa. É feliz assim. E isso faz-me feliz também. Té manhã, pikinininha, onde quer que estejas a nanar :)Tuesday, February 26, 2008
Palhaço vs. Engenheiro ?

Monday, February 18, 2008
O Papagaio e o Mar...

Menino de Cabul / Menino da Estrela
Noite de sábado para domingo, 16 Fevereiro, corria o bom ano de 2008, 0h25m, Corte Ingles, Departamento de Cinemas, 4 jovens cinéfilos entram na sala 14 para ver "The Kite Runner" ou, como facilmente se traduz em português, "O Menino de Cabul".Domingo, 18h30m, saída do local de trabalho onde tive de ir fazer aquilo que não fiz durante a semana, isto é, trabalhar. Caía uma chuvinha, os sinos da Basílica da Estrela pareciam malucos, comecei a imaginar coisas... os filmes que me invadem a cabeça à razão de mais ou menos 24h por dia, e me fazem andar a rir sozinho na rua. É triste, mas acontece sempre. Não há ainda comprimidos nem injecções para esta patologia. Este filme não posso mesmo contar até porque envolve uma basílica e seria sacrilégio :) Mas a atmosfera desta Lisboa em dias taciturnos, com iluminação inquietantemente sóbria, ao som de sinos em histerismo resignado, incute-nos alguns pozinhos de perlimpimpim... a nostalgia de um momento que pretendemos viver a dois e não, solitariamente, num fim de tarde de domingo. Nada que não se recomponha com um anoitecer com amigos à beira rio, em ambiente fashion de cores, sons e sabores...!

