Monday, January 21, 2013

Novo aroma Nespresso - Chicken Arpeggio


Tenho uma amiga que, embora nunca voluntariamente, se predispõe a servir de cobaia para os estudos de desenvolvimento de novos aromas Nespresso. A aceitação tem sido muito elevada, à excepção do aroma a farinheira com ovos mexidos, em que sentiu náuseas e ficou 27 segundos com os olhos esbugalhados. Claro que ficou a contemplar minuciosamente o seu café, mas o departamento técnico e de marketing da Nespresso é tão rigoroso no controlo no processo de qualidade que a cobaia não detectou qualquer anomalia. Houve também um episódio que ficou registado no Manual da Qualidade, relativo a um ensaio com Super Pop Limão em que a cobaia ficou a produzir algumas bolhinhas sempre que falava, mas associou essa produção a uma constipação mal tratada. Sobre o ensaio com um agrafo, os resultados são confidenciais, mas a cobaia está, desde a altura, com uma voz diferente. Num futuro próximo serão anunciadas novas surpresas. Nespresso - o aroma que surpreende!  

Thursday, January 17, 2013

A crise de Ideias...


Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, fragiliza o seu próprio talento e entrega maior respeito aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

Tuesday, January 15, 2013

While My Guitar Gently Weeps...

Hoje, no percurso de casa para o escritório, escutei esta faixa. Era quase madrugada, não havia trânsito e os semáforos encarnados merecem pouco respeito. Minutos que permitiram deliciar-me por três vezes e meia. É um dom. É inevitável. Satisfazer as cordas de uma guitarra, carente que estão de dedos voluptuosos e agressivos, não é para qualquer um.  Mantenho uma viola no meu quarto, em modo de monólogo. Não responde aos meus dedos da forma que eu pretendo. Nem sei se, de facto, pretenda que responda. Mas dá-me algum gozo vê-la por lá todas as noites. Escuto-a mesmo em silêncio. Talvez um dia experimente afagar carinhosamente as suas cordas, sem segurar um ovo kinder na outra mão mas, para já, não tem sido fácil :) Não gosto particularmente de Carlos Santana, mas vergo-me perante os seus dedos. Deixo-vos esta interpretação fenomenal.

While my guitar gently weeps...

Saturday, January 12, 2013

Asteróide Buceta is back!

Falta 1 mês! Pedro Rodrigues liberta a Asteróide Buceta que há dentro de si e nada será igual ao que era. Não se sabe onde nem como nem porquê. Sabe-se apenas quando. E o Mundo, essa bola imprevisível, é atingido por um(a) asteróide.

Friday, January 11, 2013

O cenário do som.

Ao longo dos anos tenho experimentado ouvir os mesmos sons em diferentes cenários. É tudo impressionantemente diferente. Não é uma questão de luz, de cor, de plástico ou madeira, de cetim ou bombazine. É uma questão de interpretação, de brinde dos sentidos, de convívio mental de todas as sensações. É muito mais do que um hipotálamo a estimular a hipófise. Duvidam? Experimentem ouvir um rugido em frente a um televisor, ou dentro de um jeep no Kruger ou fora do jeep no Kruger. Continua leão. Experimentem ouvir a água, da ETAR de Carrazeda de Ansiães ou das Cascatas de Yosemite. Continua água. Experimentem ouvir uma boa faixa com um videoclip formatado para vos fazer vibrar com pessoas, paisagens, cores e efeitos. Depois escutem o mesmo som num cenário de estúdio. Tudo faz sentido. Uma boa música passa a ser uma excelente música em estúdio, olhando a acústica da mesma forma, mas sentindo-a com intensos segundos. Não deixa de ser a mesma música. Mas é música e não uma máscara. 

Deixo-vos este rugido / cascata / música:
 
We are YOUNG !

Sunday, January 06, 2013

Beneath Your Beautiful

  
As tardes de domingo, sem sol e sem chuva, sem frio e sem calor, sem tempo e com tempo, permitem-nos cuidar do pensamento de uma forma que o sol, a chuva, o frio e o calor não aceitam. Deixo-vos com esta intensa faixa. 


Saturday, December 29, 2012

Sejam palhaços, pá!

Haveríamos todos de ter oportunidade de ser centenários e regressar à normalidade após 6 meses. Ser ultrapassados pela bola, sentar e levantar em dois minutos e meio e custar tanto como fazer o pino por meia hora, ter menos 31 dentes e mais 12 próteses, usar uma pochete a vazar gotas de soro a cada 3 segundos, sentir frio no Verão e no Inverno (ou não saber quando é Verão ou Inverno), vestir sempre a mesma cuequinha branca enquanto a tanga de leopardo repousa na naftalina, ler o jornal com 3 pares de óculos e não saber o que é um iPad, levar a colher à boca e acertar nos olhos, tropeçar em todos os tapetes, ter um cão sem saber que é um gato, chamar Dulcineia à mulher em vez de Samantha (ou confundir a mulher com o cão que afinal é gato). Enfim...   
Sejam palhaços, enquanto podem. Não esperem pelo arrependimento. Atravessem a vida inteira com 1000 razões para viver. Sejam palhaços. 

Wednesday, December 26, 2012

Romance em forma de riscos...

Há amores que nos compreendem melhor do que "aquele amor". Há amores que ficam, restam e duram, sem que sejam continuamente alimentados. Sobrevivem a desprezos desmedidos e a fúrias inconstantes. Fluem nas nossas mentes ou nos nossos dedos, a cada dia ou a décadas sem qualquer dia. Mas existem sem questionar existência. Há muitos anos que alimentava este amor. Para escrever os meus livros secretos, desenhar retratos mentais na moleskine mais viajada do mundo, ou para os diálogos silenciosos que mantenho, intermináveis, mas efémeros de existência. Saber brincar com as letras é extraordinariamente relaxante. Infinitamente ágil. O Natal tem destas coisas boas, de nos fazer conquistar algo que já havíamos conquistado mas que não era nosso. O prazer de ter algo que dura mais do que a nossa vida, é suficientemente grande para nos provocar uma audácia superior, e conquistar, de facto. Porque, como qualquer palavra lançada ao papel, fica, resta e dura. E assim tem outro sabor.

Monday, December 24, 2012

O Natal é muito mais do que Natal...

Chão de pedra fria e castigada por Invernos cinzentos. A lareira apenas adormecia em tons de laranja, por um fio de minutos, logo despertava poderosa e gritante. Lembro-me de soprar até corar, ela não podia adormecer por estes dias. Lembro-me de arriscar o tom de pele quando espreitava por trás da chama, a cada minuto, para o ver chegar. Lembro-me de estar descalço para não fazer barulho, de tapar o nariz para não tossir de fumo. Lembro-me principalmente de ler imenso nessa noite, para vencer o sono. Lia jornais antigos e ia atirando cada folha lida para o lume, que devorada as palavras mais depressa do que eu. Lembro-me de ser vencido e adormecer num velho sofá estridente de idade. Lembro-me de ouvir a Avó acordar e de me atirar para o chão, em tábuas dançantes de pregos soltos, fingindo ter caído da cama. Lembro-me de a ouvir lamentar-se e de me ajudar a voltar para o sofá. Eu contia o sorriso. A casa era, de facto, pobre. Não há outra descrição. Mas sentia-se, a cada segundo, um vibrante luxo de sensações, um tesouro fantástico de emoções. Corria para a lareira, a velhinha cafeteira de latão já despertara, a gigante fatia de pão beijava as brasas, e os olhares ternos de amor não precisavam de embrulho. Espreitava uma última vez para ter a certeza que saíra bem e que já voava alto. Em pijama fintava as ruas de alegria, em neblina turva, empurrando o carrinho amarelo, e constipava-me, como sempre. Um contentamento doce. O chão de pedra fria e castigada por Invernos cinzentos não era mais frio. O Natal é muito mais do que Natal. Feliz Natal.

Sunday, December 23, 2012

Merry Christmas... :)


An animal's eyes have the power to speak a great language... Give them love. Not only at Christmas time...

Monday, October 05, 2009

RMS TITANIC



Eu já toquei no casco do TITANIC!

Tuesday, September 22, 2009

Tá nanar !!

Sem grande treino, dia após dia caminho para o recorde de adormecimento em menos tempo que eu sei lá o quê. Hmmmm... julgo que o meu chefe já domina um pouco mais as ferramentas informáticas, portanto vou reformular.
Sem grande treino, noite após noite caminho para o recorde de adormecimento em menos tempo que eu sei lá o quê.
Julgo que já anda nos 3 segundos, mais centésimo... menos centésimo... Geralmente quando me deito, o processo de tirar o segundo pé do chão já é feito num quadro sintomatológico de sonambulismo. Julgo até que, muitas vezes, adormeço com um pé na cama, sofá, tablier do carro, banheira, balcão de um cliente, etc, etc... e o outro pé ainda no chão. O que é fantástico é o esforço inglório de tentar recordar a última imagem antes do abraço efusivo das pálpebras. É uma vida feliz a das pálpebras, já repararam? Passam o dia aos beijinhos, mais ou menos circunstanciais, lentos ou quase eternos. À noite abraçam-se e fazem sabe-se lá o quê, essas malucas. Ninguém me tira da ideia, que a pálpebra superior tenha mais um cromossoma X. De qualquer modo, no essencial, esta é a imagem (excluindo obviamente a Carmen Electra) que me parece ser a última que "fotografo" antes de nanar.... gostam...?

Monday, September 21, 2009

Sebenta de Geoquímica!

Acabei de receber um "tesourinho deprimente". Quiseram que eu recordasse como era um aluno aplicado. A sebenta de Geoquímica do Ambiente, pelo elevado interesse das matérias abordadas, jamais poderia descansar para a eternidade numa gaveta. Eu sentia que os condutores deveriam estar continuamente despertos para a temática das ligações químicas do tetaredro de silício em cadeias espiraladas de olivinas, piroxenas, anfíbolas e biotites. Resultou. Ainda hoje, alguns 10 anos depois, estava parado nos semáforos em Freixo de Espada à Cinta e um tipo de motorizada, com uma ovelha presa atrás do banco com um esticador, me abordou: "ó chefe! Eu aximcumáxim ainda num perxebi a modos que cumé que xe bota o fogo numa xerra de eucalitres com terra de feldspatos". Valeu a pena o esforço desenvolvido na minha carreira académica. Se o Ministério da Educação precisar de umas "luzes" para a modernização da sua frota automóvel, anuncio a minha disponibilidade.

Gorila´s Home...

Está a apetecer-me ir ao Uganda, um dos últimos e mais bem preservados spots de gorilas na Terra. Está a apetecer-me ir à floresta impenetrável de Bwindi, onde os gorilas das montanhas ainda vivem livres. Está a apetecer-me conhecer as pessoas que tudo fazem para preservar os gorilas, percorrer as trilhas vivas, respirar todas as cores de um minúsculo pedacinho de África, bem perdido por entre montanhas e florestas. Abrir os braços e inspirar tudo de uma vez só. Está a apetecer-me dormir como um gorila, construindo a cada noite um novo abrigo, como eles fazem assim que anoitece. Neste momento há menos de 1000 indivíduos na Terra, divididos entre Ruanda, Uganda e Rep. Dem. Congo. Está a apetecer-me olhar um gorila nos olhos e, nesse flash de décimos de segundos, sentir o sangue a fluir nas veias como um riacho no Inverno mais corajoso. Apetece-me ver a Terra do outro lado. Ser Terra. E a partir daí sentir que tenho um pouco mais de Mundo dentro de mim. Quando me apetece assim tanto, diz-me a experiência que já não se muda... Eu vou ao Uganda. Em breve. Prometo.

Thursday, September 17, 2009

CATAPUUUUUUM!



Trovoada em Lisboa, como se não houvesse amanhã! Na última imagem, o céu parece querer desenhar 2 olhos em choro compulsivo... um sinal...?