... e passaram 9 dias... e 9 noites... de total destruição mental e de uma fragmentação física a cada segundo mais intensa. Foram dias e noites sem descansar uns míseros segundos. O corpo já não responde, os sorrisos já não se desenham, por mais fictícios que sejam. Foi, talvez, a única experiência da minha vida que não consigo transmitir por palavras. Nem por imagens nem por nada. É manter um furacão interior e não conseguir expulsá-lo. Ele é alimentado e nós não. Até à destruição. No leste da Gronelândia, o urso polar é chamado de Tornassuk, "o mestre dos espíritos prestativos"...
Saturday, July 26, 2008
If there is something...
... e passaram 9 dias... e 9 noites... de total destruição mental e de uma fragmentação física a cada segundo mais intensa. Foram dias e noites sem descansar uns míseros segundos. O corpo já não responde, os sorrisos já não se desenham, por mais fictícios que sejam. Foi, talvez, a única experiência da minha vida que não consigo transmitir por palavras. Nem por imagens nem por nada. É manter um furacão interior e não conseguir expulsá-lo. Ele é alimentado e nós não. Até à destruição. Thursday, July 17, 2008
Lágrimas coloridas...
Hoje passei o dia de coração destroçado, tentando refugiar-me em momentos de boa disposição, auto-construindo um porto de abrigo para as minhas emoções, sem alicerces, caíndo minuto a minuto em momentos de destroçadora tristeza. Hoje faz 1 ano que a minha Mãe saiu de casa. Saiu para o hospital, onde estaria mais 9 dias. Lembro-me de cada segundo como se tivesse sido há... 1 segundo. As lágrimas que lhe deslizavam na face, os passos lentos em direcção à porta, como se Ela já soubesse que seria a última vez. O meu pai estava destroçado, escondendo em cada olhar a mágoa de um momento tão triste. Eu estava aparentemente calmo, tentando como sempre transmitir que tudo ficaria bem. Por dentro, estava destruído. Como nunca. Queria pegar no Mundo e girá-lo para que tudo ficasse bem. Não podia... As últimas semanas tinham sido desgastantes, a assistir desamparado à dor da minha Mãe. Não pensava, não falava, não sonhava, não amava, não vivia... Queria estar sempre com Ela e dizer-Lhe que ficaria bem. Tantas vezes que, às escondidas, ligava para os médicos, minutos antes das consultas, pedindo que desvirtuassem a sua ética profissional um pouco e, iludidamente, deixassem a minha Mãe mais feliz e convicta que ficaria bem. Mas vê-la sair de casa, foi o desabar do Mundo. Até o nosso gato, companheiro inseparável da minha Mãe nos últimos 13 anos, estava com um olhar entristecido, em silência, vendo-A partir. Lembro-me de ouvir um último "...tínhamos tudo para ser felizes...", antes de fechar a porta. Acompanhei a minha Mãe todos os dias, antes e depois deste 17 Julho 2007. Conduzi a tremer, rezando em silêncio para que nada disto fosse verdade. Apetecia-me morrer... No hospital os médicos já me conheciam, eu sempre a quis acompanhar e Ela sempre dizia aos médicos (nunca à minha frente) que eu era o anjo da vida dela. A minha Mãe sentiu-se mal, estava tão branca... eu e o meu pai perdíamos a noção do tempo, do espaço, de tudo. Fomos sempre tão unidos e agora algo nos queria separar... para sempre... Subimos para o quarto, onde continuei a mimar a minha Mãe como todos os dias fazia em casa. Vinha cá fora chorar, enxugava os olhos e voltava a entrar no quarto com um sorriso. Toda a manhã, tarde e noite. Depois... depois foi o pior momento da minha vida. Aquele em que a minha Mãe, após minutos de silêncio e a olhar para mim com aquele olhar tão doce e emocionado, disse pausadamente... "lá se vai a Mãe..."... Ela sabia... Eu também, mas nunca quis acreditar... Aí está o que é !
Tem nome de gelado, mas não é gelado (nem podia ser... olhe, se faz favor, são 2 super maxis e 1 glyphogan max... nããããã)! Tem nome de indivíduo dos países de leste com apelido de cão, mas não é nome de indivíduo dos países de leste, com apelido de cão (nem podia ser... ora então o senhor é licenciado em física nuclear na Unversidade Nacional de Kiev e candidata-se aqui em Labrujeiras de Baixo a montador de tectos falsos. Como se chama? Glyphogan Vladimir Max e esta é a minha mulher Irina Mámámigávárê Max... nããããã)! O Glypho (nome carinhoso a ser adoptado a partir deste momento) é um herbicida!!! Senão, repare-se nos ensaios feitos na cabeça dos indivíduos 2 e 3 da fila de cima, a contar da esquerda! Eficácia comprovada, mesmo nas ervas mais difíceis. O indíviduo 3 tinha na cabeça milhãs, trevos, junças, silvas e até eucaliptos! Foi tudo ao ar! O indivíduo 1 tinha um tufo de pêlo a sair do peito que até se confundia com a barba. Foi tudo ao ar! O indivíduo 5 é maratonista, magríssimo e, sempre que vinha o vento mais forte, tinha de o ir buscar no com o kyte às Ilhas Desertas. Comeu 3 panelas de Glypho e ficou com este aspecto saudável. Não foi mais ao ar! Nem em dias de tempestade! Os indivíduos 6 a 10 (em baixo e que designaremos por gaijas), foram sovadas 2 minutos e meio antes da foto, para manterem este aspecto elegante e de felicidade. Infelizmente, na imagem, consegue perceber-se que a gaija 9 está acorrentada. A gaija 8 ofereceu alguma resistência até fazer o sinal de "fixe" tendo mesmo de se lhe partir 31 dentes, deixando apenas 1 incisivo para ajudar a descascar os tremoços. As gaijas 6 e 7 são playmates contratadas para o lançamento do Glypho e a gaija 10, morena desde sempre, botou madeixas e farandol com Glypho e ficou assim. O indivíduo 4 (regressamos à fila de cima), toma 3 banhos de imersão por dia com Glypho e 2 à noite, trocou o Cola Cao por Glypho no leitinho matinal e utiliza Glypho como creme hidratante. Mantém o aspecto de macho moreno latino de barba rija e "uma ligeira penugem" no peito. O segredo... pulverização em ultra baixo volume e sempre antes de ir nanar.CATAPUMMM! CATAPUUUUUMMMMM! É o fogo de artíficio na festa de lançamento do Glypho!
Eternamente Polarito... e o meu cérebro, esse, acho que "glyphou" de vez...
Wednesday, July 16, 2008
Vespista - A Way of Life !
Retomadas as aulas de código, daqui a umas semanas já posso sentar o meu rabiosque (termo técnico utilizado nas aulas de Swissball para as minhas duríssimas - sim, é um facto mesmo verdadeiro - nádegas) num qualquer veículo de 2 rodas de cilindrada superior a 50 cc. Não me atraem as grandes motas potentíssimas de estrada, nem as motas de enduro com motor que parece um gerador em dia de feira a fazer pipocas e algodão doce. Só quero uma Vespinha. Vai ser pretinha, e brilhar ao sol nas praias mais giras da Europa. Há pretinhas mesmo giras, não há? Agora imaginem um capacete à Vespista (parecido com os da I Guerra Mundial) + óculos da moda (enormes como óculos de mergulho) abraçados ao capacete + camisa semi-transparente de linho branca (com 2 botões abertos) + calças de ganga azul clarinho (com 2 ou 3 rasgos) + Polarito! Passar na ponte entre os carros, com o zumbido doce desta querida. Espero que ela goste da costa vicentina, quero atravessá-la ao pôr do Sol, sem destino e sem tempo. Parar em cada terra e em cada praia, contar e ouvir histórias. Descobrir aventuras sob as estrelas. Imaginar momentos cada vez mais reais. Não crescer... e ser eternamente Polarito. O mundo, esse, continua a girar e a girar, e assim é que é giro! Tal e qual a pretinha gira, a girar à beira-mar!O Regresso ao ISA

O Instituto Superior de Agronomia (ISA) foi a minha segunda casa durante 8 anos. Não propriamente o ISA, mas o bar do Paulo (no ISA), o bar de arquitectura (no ISA), o bar do refeitório (no ISA) e toda a envolvente ao edifício (no ISA). A minha primeira casa foi o Departamento de Matemática (no ISA) onde eu teimosamente queria assistir à colocação da pauta com um miserável 10 à frente do meu nome, pela possibilidade de me auto-congratular por passar com o mérito de não estudar, não ter sebentas, não ter caderno e em algumas situações, nem saber o que é a matéria (um feito heróico, reconheçamos). Infelizmente não consegui ter o miserável 10, foi um desprestigiante e mais que miserável 14... típico de alunos que até estudaram, o que não foi o caso. Ainda hoje não perdoo aos professores por já não ter de subir as escadas para encontrar na pauta o miserável 10.Saturday, July 12, 2008
Into The Wild
Click! Sete e quatro da madrugada. Apaguei a luz para ir nanar. Fechei pela 2ª vez o livro que Jon Krakauer fotografou em palavras. Um alpinista consegue ter sempre uma visão mais elevada do Mundo e transformá-la em letras que nos inspiram em aventuras que de outra forma pensamos, mas não concretizamos. Wednesday, July 09, 2008
Costas incandescentes !
Domingo, 6 Julho 2008. Praia. Muito sol. Muito vento. Muito sol e muito vento. Muito vento e muito sol. Banho rápido. Toalha estendida. Espalhamento de protector solar. Ninguém se ofereceu para espalhar o dito e também não é qualquer mão que espalha o dito nas minhas costas. Tenho dito o dito. Ombro direito perfeito, permitindo o espalhamento de creme numa superfície considerável do lado esquerdo das costas. Ombro direito com contratura em rotação interna do ombro e luxação posterior na porção lateral do muscúlo deltóide - motivo: aulas de extreme, que, em português quer dizer "treinem que nem uns gorilas nem que para isso fiquem com fracturas expostas" (eu ao menos quando é para desgraçar o ombro, é em grande), o que permite apenas que os dedos da mão toquem a zona direita das costas, e nada mais! Estão assim reunidas as condições essenciais para a criação da obra de arte que trago nas costas por estes dias. Eternamente Polarito... e as costas, essas, continuam incandescentes desde domingo... :)Wednesday, July 02, 2008
Travessia Sesimbra - Riviera Maya
Monday, June 23, 2008
Polarito, o Alcoólico Não Anónimo!
Mais uma vez os leitores deste blog, que só por isso já são uns infelizes, têm o prazer de se entreter com o passatempo "Descubra as Três Diferenças". Não é, nomeadamente mormente, um desafio ao alcance de qualquer um dois mortais, ainda por cima se o mortal em questão se tratar de um elemento pertencente à Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (desculpem, não se brinca com estas coisas). Saturday, June 07, 2008
Monday, June 02, 2008
YSL
Apesar de nunca ter seguido uma carreira de top model, o que sempre constituiu uma surpresa para os que conhecem os meus dotes de macho moreno latino, também nunca fui muito defensor do conceito de "haute couture". A roupa tem de ser, primeiro que tudo, prática. Depois confortável. Depois bonita. Só se estas 3 condições se encontrarem reunidas é que faz sentido andar vestido. Este raciocínio explica um pouco a minha aversão a pijamas e, não me apetecia dizê-lo, ao facto de a minha gaveta dos pijamas ter tudo, menos pijamas. Uma coisa é verdade (além desta história dos pijamas), é sempre reconfortante para os olhos e para a alma ter perto de nós alguém que, sem "haute couture", sabe aqui e ali impressionar pelos centímetros quadrados de têxtil que reveste a sua pele... seja seda luminosa e linho de Campia, seja lã de carneiro das Serra da Estrela. Tem é de ser giro, confortável e muito prático... Tuesday, May 27, 2008
Desculpa, Rosa Peixeira...
Sábado. 11h. Peixes por todo o lado. Peixeiras por todo o lado, ao pé dos peixes por todo o lado. Dezenas de senhoras, quase todas pouco jovens, aos gritos "é fresquinho? é de confiança? a escama tá viva? posso botá-lo no forno que não desmancha (o que quer que seja que isto signifique em linguagem piscícola)". E, no meio deste mundo de gente doida... um Polarito. A dado momento, não percebi se haveria de ficar contente ou triste ao aproximar-se a minha vez de ser atendido. Mas ela chegou. Hoje era eu que fazia o almoço lá em casa e queria levar um indivíduo que não se importasse muito de ir para a grelha, em estado de pouco puritanismo. Polarito: Preciso de um peixe que fique mesmo muito bom grelhado, mas não entendo nada disto...
Monday, May 26, 2008
Não tá fácil... !
A minha vida não tá nada fácil! O meu trabalho é tramado! Isto de ter de andar pelos tees, fairways, roughs, greens do país, a apanhar sol, a ver os coelhos passarem atrás de perdizes e as perdizes passarem atrás de javalis, deixa-me stressado! Depois ainda há as águias, milhafres, falcões, pica-paus, cucus, aves de todas as cores e feitios sempre a sobrevoarem a minha cabeça, não é fácil de gerir! E o ar?? Nada de átomos de monóxido de carbono nem vapores rutilantes do camião TIR no momento da ultrapassagem! Só aromas de árvores e arbustos e de relva recém-cortada. É uma vida tramada... às vezes tenho de andar a fazer rally com "buggies" que não travam bem e a desviar-me dos lagos com patos e nenúfares que aparecem sem avisar... é de doidos. Tenho de mudar de vida... este stress não é para mim :)) Hole in one, brothers!Sunday, May 25, 2008
Hasta pronto !
À excepção da ida a Barcelona em Março, já não ia lá desde... hmmmm... desde Fevereiro! Começo a conhecer melhor aquela cidade do que Lisboa, da qual ainda só domino na plenitude a Av. Liberdade e o ISA. Em Maio, Barcelona também tem os dias maiores (estranho!) do que em Fevereiro e Março, e por isso tem um pouco mais de encanto. Desta vez, fui em "trabalho" e não deu para ir à Rambla dar uns encontrões numa espanhola bem desenvolvida, de franja curta, controlado de perto pelo D. Quixote e Sancho Pança, o Drácula, o Bruce Lee, o Gandhi e outros tipos armados em homens-estátua que, sempre que os vejo e desde a minha infância, tenho uma imensa vontade de lhes dar um pontapé nos Lycopersicon esculentum (click) e ainda pelo homem dos cães com uma caixa de música que, apesar de manter os 50 Kg de biscoitos sempre disponíveis, generosamente acrescenta mais 2 Kg de 5 em 5 minutos para um cão que parece um hipopótamo com focinho e pêlo de cão, com ar de tudo menos de esfomeado. Barcelona tem este encanto e mais 40 mil encantos que descobrirei das próximas 40 mil vezes. Por todo siempre Polarito... e el mundo esse se mantiene a rodar como siempre ;)) Tuesday, May 20, 2008
Parabéns... :) ... :(
Este ano não pude acordar e dar-lhe um beijo nem esconder as flores enquanto fingia não me recordar do dia. Não pude sorrir como sempre fazia, nem comer fatias de bolo como se não houvesse amanhã. O vazio inundou-me a alma como nunca tinha sentido. Este ano fiquei suspenso, alucinado, aturdido, desconcertadamente perturbado, contemplando um coração enorme de flores brancas, e outras tantas dezenas de flores dispostas em comoventes formas... rosas vermelhas deixadas ao acaso... com salpicos de chuva que teimavam em cair entristecendo o dia já triste. As velas, acesas desde sempre, nunca até hoje permitiram 1 segundo de escuro silêncio. Ainda assim a chuva invadiu-me o peito e o silêncio adormeceu-me o coração, num pesadelo que nos desperta quando pensamos que já somos suficientemente fortes. Desprovido de qualquer intencionalidade pedagógica, quem puder aproveite para gastar a palavra MÃE até esgotar a voz... vale a pena... porque de facto, nesta vida, pouco mais faz sentido... Sunday, May 11, 2008
Friday, May 09, 2008
ZERO de stress !
Caros teletransportadores, se estiverem stressados e não puderem teletransportar-se até à Costa Vicentina, teletransportem-se até este link (aqui). Botai um somzinho e "destressai-vos". Teletransporto-vos veijinhos e avraços. Vom, vasta de vlog! Vye vye...!Wednesday, May 07, 2008
De que cor vês o Mundo ?
Monday, May 05, 2008
Polarito Hermano Saraiva
Eis a resposta !
Wednesday, April 30, 2008
Devaneio Próprio da Idade Nº 100
Este é o centésimo post do Polarito World! Quem não se lembra do "Feiticeiro de Oz"...? Uma das mais belas telas musicais que conheço. A música, a letra, as cores, um must para a alma! Este é também um pouco do mundo do Polarito... um mundo que continua a girar e girar sem parar, preenchendo sensações com as cores do arco-íris e desenhando nos céus milhões de estrelas... cada uma é um devaneio próprio da idade... daqueles que nos autografam a alma e nos fragmentam o sorriso em estilhaços de gargalhadas... eternamente Polarito, e o mundo, esse, continua a pintar-nos com as cores do arco-íris... ;)
Monday, April 28, 2008
`Tá feito...!
Thursday, April 17, 2008
Wednesday, April 16, 2008
Polaroyd Dance Show !
Se colocarmos num saco, dos graaaandes, um Círculo de Dança de Lisboa (click), muita música, boa disposição e um palhaço dos grandes, agitarmos convenientemente e lançarmos sobre um soalho de sapateado, o que temos? É um facto... temos o Polarito a dançar merengue, kizomba (róçá ki róça, róçá ki róçá), salsa, hip hop,... Começaram hoje as aulas! As próximas 4ªs feiras (e não só) vão deixar os empresários da noite em acesas discussões com os empresários circenses, pela minha contratação. O merengue já não tem segredos para mim... 1 2 3 4... 1 2 3 4... marcação em grande... 90 graus... e, no final, as 3 palavras chaves e as reticências, que denunciam vontade do elemento feminino continuar a interagir com o masculino "hum... que bom". As "discosounds" deste mundo que se preparem. A minha digressão começa em breve. Não exijo sandes de coirato nem toalhas de vomvazine no camarim. Apenas o coro de Santo Amaro de Oeiras, durante toda a actuação, sempre em uníssono "hum... que bom! hum... que bom!". Estão todos convidados a vir dançó-palhaçar! Em breve... imagens chocantes :)) Eternamente Polarito... e o mundo, esse, continua a dançar como sempre... e assim é que sabe bem ;)Thursday, April 10, 2008
Tuesday, April 08, 2008
Sunset flying...
Pôr so Sol... O lusco-fusco no seu melhor. Condições extremas de velocidade do vento. A equação logarítmica do perfil da velocidade do vento até se envergonhava se ali estivesse. Traiçoeiras térmicas a chamar por mim, ansiosas por, literalmente, me enviar pelos ares. A montanha a adormecer, a tranquilidade das aldeias de pedra lá muito em baixo, as cores de um céu que rasgo com respeito. Não há palavras. Sabe bem ser Polarito voador, armado em ave de rapina, voar e voar sobre a montanha e o mar... e saber que o mundo, esse, continua a girar e a girar sem parar... ;)
Monday, April 07, 2008
Click II
Friday, April 04, 2008
Click!
P.S. - As minhas desculpas aos elementos utilizados como efeitos visuais para ilustrar este post ;)
Sunday, March 23, 2008
Give them a smile. It´s enough :-)
Wednesday, March 19, 2008
1 dos 365 ou 366 dias do Pai
Hoje foi dia de sair mais cedo do escritório, conduzir tranquilamente ao som de Norah Jones e dos "plinck... plick... plinnnnck..." das gotas de chuva no pára-brisas, deixar o carro por baixo de uma árvore para que os passaritos tivessem o seu momento de devaneio pós-refeição. Entrei, disse bom dia, sentei-me e almocei. Com o meu pai e com o meu irmão. Vi nos olhos do meu pai que estava contente. Isso deixou-me tranquilo, ainda mais tranquilo. Entrei no carro. Agradeci aos passaritos os presentes multicoloridos, e regressei ao escritório, ao som de Norah Jones e dos "plinnnnc.... plinnnnncccc" das gotinhas de chuva que tilintavam suavemente. Não havia trânsito, não havia radares, não havia estrada escorregadia, e eu estava atrasado. Mas fui absurdamente devagar a imaginar o dia em que escuto a palavra... pai... em 2 ou 3 ou 4 ou mais vozes diferentes... sabe bem... deve saber bem... afinal de contas tenho 500 brinquedos que começo a ter vergonha de dizer que são meus. Até devo achar piada a encontrar as paredes da sala riscadas com lápis de cera. E os móveis da cozinha cheiiinhos de plasticina. Também consigo desatar o nó da cauda do gato, ficar muitas horas a ensinar a andar de triciclo, mesmo que o triciclo tenha ainda mais duas rodinhas de apoio. Ainda gosto de ler histórias antes de nanar, é só passar a ler em voz alta. Ainda gosto de brincar às escondidas, à macaca, aos polícias, ao chefe da aldeia, etc... Apetece-me instaurar novos métodos de formação pessoal e humana. Apetece-me que as crianças saibam o que é tudo, menos uma coisa: paredes. Que saibam o que é o Mundo. As florestas, as praias, os oceanos, as montanhas, as selvas, as ilhas, os glaciares, os corais, desde crianças. Assim tem tudo mais piada. Mas também... também teria vergonha em ter um pai como eu, reconheço. É melhor ir primeiro dar 2 ou 3 voltas ao Mundo, encontrar a infeliz a quem os meus netos chamarão de avó e depois é só fazer o mais fácil. Ser eternamente Polarito... o mundo, esse, continua a girar sem parar... ;)Sunday, March 16, 2008
Who knows what tomorrow brings...?
...e quando queremos roubar uma estrela do céu para que ela brilhe mais... roubar uma onda do mar para que ela mergulhe em fantasias... quando queremos ser fortes para girar a Terra ainda mais depressa, para que ela viva sensações e emoções como ninguém, em minutos alucinantes de novidades, ao sol, à chuva, ao vento, com trovões, mas sempre com um rasgo incandescente de surpresa... e queremos que ela viva experiências fantásticas, porque sabemos que ela assim é feliz... então esquecemos que as estrelas são do céu e as ondas do mar. A Terra não pode girar mais depressa porque perde o seu encanto. Lamenta-se não ter tempo para mostrar um pouco mais, convicto que seria a loucura. E dói. E dói mais quando me bate com palavras, ou me insulta sem que esteja por perto. Dói que se esqueça que construí um pequenino barco e naveguei dentro dela até ao coração. Lá construi um dique para segurar tudo aquilo que é alegria. Percorri todo o seu corpo na minha pequena jangada, várias vezes. Tirei fotografias a locais de uma beleza infinita, moldei locais que me pedia para desenhar a meu gosto. O dique rebentou...Hoje uma pequena brisa me moveu-me a face perto do mar, um rasgo de sol encheu-me a alma de calor e sinto que há tantas estrelas a iluminarem-me os olhos, tantas ondas à minha espera, e a Terra... a girar ao som de uma música nova, a cada dia...! Então regresso, deixo que as nuvens mais brancas me trespassem. Olho para trás e continuam brancas. Fico feliz. É assim que sabe bem. Afinal, ela sorriu muitas vezes. Até querer. Sem que eu nunca tenha feito nada para que sorrisse. Fica sempre aquela coceguinha no peito, de não ter sido normal. Mas fica sempre aquele orgulho de, de facto, nunca o ter sido. Isso tranquiliza-me e faz-me seguir sorrindo. Hoje cerraram as cortinas de mais um espectáculo da minha vida, e soube-me bem ouvir os aplausos... Amanhã, mais uma aventura, mais um espectáculo para a minha plateia que é cada vez maior. Obrigado a todos. Clap. Clap. Clap. Tuesday, March 04, 2008
Dependência noctívaga !


Podem considerar esta situação como uma patologia associada a um desvio mental acentuado, mas se há algo que me incomoda prái uns 97,8 na escala de 0 a 100 do incómodo, é ter de ficar a nanar sozinho em quartos de hotel. Pronto, tive de dizer! É triste, é deprimente, não faz sentido, e é um sub-aproveitamento dos lençóis, do quarto, do hotel, e até da própria responsabilidade que me foi imputada de dar continuidade à espécie. Já não ia a Barcelona... vá lá... há uns 15 dias! Na altura fui na minha condição de Polarito Puto Xarila Macaco sem Pila, só para brincar. Desta vez fui na minha condição de Eng. Pedro Rodrigues, para brincar, mas sem passar a imagem de que estava a brincar. Tudo perfeito! Mas chega a madrugada, abre-se a porta do quarto e pronto, já não há mais brincadeira. O Eng. dorme, de perna cruzada (mas à homem) sonhando com o dia em que há-de ter aspecto de engenheiro. O Polarito Puto Xarila Macaco Sem Pila, adormece a imaginar que, por mais que se esforce, nunca deixará de ser criança. Eu entretanto bazei, dei de frosques, botei-me na alheta (put myself on the "garlick...eta") e deixei lá os dois. Tenho a certeza que toda a noite disseram palhaçadas até ficarem sem ar nas veias da cabeça. Mas foi só isso, garanto-vos. A condição de 2 dos últimos machos morenos latinos de barba rija e pêlos no peito, impede-os de outras brincadeiras, e ainda bem... toc toc toc (num pedaço de madeira). Eternamente Polarito... e o mundo continua a girar sem parar... :)Thursday, February 28, 2008
Eu e um puto parecido comigo!
Antes eu tinha a mania de me enfiar em cestos. Tinha um focinho mais lindo que hoje. Mas pouco mais :) Do que tenho mesmo saudades é das orelhas. Vejam que espectáculo de orelhas. Todas as ursa... meninas vinham ter comigo fazer miminhos atrás da orelha. Depois aos 4-5 anos apareceu a puberdade. Eu não queria nada. Tinha planeado a minha vida e das minhas amigas do jardim escola para a puberdade aparecer só aos 7 anos, mas nesse dia fatídico bateu à porta e eu, feito literalmente urso, disse "quem é?" e do outro lado responderam "é a puberdade, pá, cheguei mais cedo porque não havia tanto trânsito. Abre lá a porta". Fiquei mesmo lixado. Nem sequer me tinha arranjado para a receber. E também não me apetecia nada começar tão cedo a fazer buraquinhos na areia da praia, sem ser para brincar aos túneis. "Epá, ó puberdade, o que é que tu pensas da vida? Não podes voltar mais logo?". E ela, feita parva, respondeu: "tá cáládo, pá! Opá, tá cáládo, pá! Ágóra é que é porrêro, pá! Lá nos África nóis aparece aos dois meses, pá!". E eu resignei-me. Se é a puberdade dos África, é uma boa puberdade. Vai-me dar jeito mais tarde. E fiquei assim, parecido com um puto, com caracóis no cabelo, quase a roçar os limites do que é considerado uma carapinha. Não sei porque comecei aqui a falar na puberdade, foi só uma muito pequenina incursão nos caminhos da demência. Mas uma coisa é verdade, digam lá se não era/sou/serei parecido com um Deus Grego (click) ? :)) Wednesday, February 27, 2008
Ronrommmm...
Lá estava ela à minha espera. Como todos os dias. Não tem nome. Não tem data de nascimento. Não tem casa nem família. Mas está sempre ali, quando saio ou quando chego. Pequeninos pulos e mios de doçura. Confunde-me as pernas, tropeço em cada passo, mas ela gosta... gosta de sentir que o risco de eu me escangalhar em cima dela está no limite, e por isso não desiste. E eu faço sempre as mesmas festinhas, vou buscar sempre os mesmos biscoitos e mantenho sempre os mesmos 3 minutos de brincadeira. Não posso levá-la para casa. Ia haver duas brigas. Com o meu pai e com o meu gato. Ela deve ser feliz assim, porque mia, come, brinca e depois, com um mio mais longo, despede-se até à manhã seguinte. Muitas vezes a minha mãe brincou com este miau, e por isso tem um valor ainda mais especial para mim. Ainda me lembro do sorriso da minha mãe quando, após 1 mês de desaparecimento, a gatinha voltou, a miar ao pé da minha janela. Os sorrisos são o meu ar e não respiro sem os sentir. Esta gatinha vive contente, parece-me. Defende-se melhor dos carros, dos cães e das pessoas, do que numa casa. É feliz assim. E isso faz-me feliz também. Té manhã, pikinininha, onde quer que estejas a nanar :)Tuesday, February 26, 2008
Palhaço vs. Engenheiro ?

Monday, February 18, 2008
O Papagaio e o Mar...

Menino de Cabul / Menino da Estrela
Noite de sábado para domingo, 16 Fevereiro, corria o bom ano de 2008, 0h25m, Corte Ingles, Departamento de Cinemas, 4 jovens cinéfilos entram na sala 14 para ver "The Kite Runner" ou, como facilmente se traduz em português, "O Menino de Cabul".Domingo, 18h30m, saída do local de trabalho onde tive de ir fazer aquilo que não fiz durante a semana, isto é, trabalhar. Caía uma chuvinha, os sinos da Basílica da Estrela pareciam malucos, comecei a imaginar coisas... os filmes que me invadem a cabeça à razão de mais ou menos 24h por dia, e me fazem andar a rir sozinho na rua. É triste, mas acontece sempre. Não há ainda comprimidos nem injecções para esta patologia. Este filme não posso mesmo contar até porque envolve uma basílica e seria sacrilégio :) Mas a atmosfera desta Lisboa em dias taciturnos, com iluminação inquietantemente sóbria, ao som de sinos em histerismo resignado, incute-nos alguns pozinhos de perlimpimpim... a nostalgia de um momento que pretendemos viver a dois e não, solitariamente, num fim de tarde de domingo. Nada que não se recomponha com um anoitecer com amigos à beira rio, em ambiente fashion de cores, sons e sabores...!
Wednesday, February 13, 2008
Part - Time em Barcelona
Monday, February 11, 2008
Hi, there !
Eu e o meu primo Bernardo, que é um infeliz e um desgraçado (senão releia-se a 4ª e 5ª palavra deste post) estivémos uma noite a aprender a tocar esta música com a viola, directamente de uma pauta. Eu vou treinar um pouco mais, de facto. É ligeiramente mais complicado que ler um livro do Calvin & Hobbes... :) A música é simples e profunda... às vezes sabe bem "tocá-la" à viola, no silêncio da noite, antes de nanar...
São só palavras...

Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas também já chorei ouvindo música e vendo fotos...




