Tuesday, October 21, 2008

Polarito Design - Bases para copos!



Agora que o Polarito´s Resort está quase pronto, é altura de começar a pensar na decoração. A originalidade é muito importante e decidi criar as minhas bases para copos. Estou até a pensar num competitivo modelo de negócio. Uma unidade industrial de produção de bases para copos. Só preciso de uma Mimosa muito gulosa, aliás, insaciável mesmo. Muita palha. Depois é só colocar uma musiquinha de fundo, e esperar que a digestão da Mimosa seja rápida. Se não for, pára todo o processo de aprovisionamentos, produção, logística e industrial e começam a chover telefonemas do Eleven, Kais, Jules Vernes,... porque precisam de bases para os flutes de Moet & Chandon. Como as boas ideias devem ser partilhadas, segue o esquema de produção, nas suas 3 etapas fundamentais. Na passagem da fase II para a fase III, e no sentido de manter o carácter 100% natural e biológico deste produto, os interessados que coloquem maos à obra (literalmente...) :)
Eternamente Polarito Business Development. E as caganitas de vaca, essas, nunca mais ficarão abandonadas como antes... :)
Vai um brinde ?

Monday, October 20, 2008

Sr. Polarito




O puto xarila macaco sem pila Polarito fez 30 anos (t-r-i-n-t-a). No fundo, deixa apenas de ser um vinte e novão charmoso e irresistível e passa a ser um trintão charmoso e irresístivel. Achei que seria importante, neste momento de mudança, mostrar ao mundo (mundo = 1 homicida que está em celibatária e cuja pena é 1h de sessão diária de chibatadas e 2h a olhar para este blog) como eu era um anjinho. Cabelinho douradinho e e com caracolinhos. Olhinhos muito brilhantinhos. Já traquininhas e marotinho. O verdadeiro Crocodile Dundee antes de aparecer a imitação. Depois apareceu-me o período. O período da rebeldia, claro. Para manter algum nível neste blog ordinário, julguei sensato não ilustrar esta fase da vida. Vieram então vários períodos, até andei a ficar preocupado. Finalmente aparece o período pré-adulto, aqui sim, com ilustração decente, em que recorri aos serviços da cabeleireira Etelvina para me esticar o cabelo e também botar o farandol, com esmalte castanho mais escuro para madeiras e metais. Assim dá um brilhozinho quando o sol bate e isso reflecte-se nos olhos de quem nos vê e como "com um brilhozinho nos olhos tentamos (lálálá) saber para lá do que muito se amou (lálálá), quem éramos nós, quem queríamos ser (lálálálálá) e quais as esperanças que a vida roubou" - perdão por este momento de demência precoce - acaba por ser giro este tom castanho dos meus cabelos. Também a barba deixou de ser uma penugem e já há alguns pelinhos que dão luta (cliquem na última imagem e aproximem-se do monitor). Tentarei um dia colocá-los no peito, com cola UHU, para que esta penugem actual não me deixe ficar mal (ó tu que estás envolvida num projecto relacionado com esta área, livra-te de qualquer comentário a este post).
É engraçado como a vida passa por nós, somos responsáveis pela nossa felicidade e cada vez mais pela felicidade dos outros o que, por redução ao absurdo, nos obriga a ser felizes. Mesmo quando queremos não ser. Somos. Ou não conseguimos ser. Mas somos. E contornamos momentos como se eles se repetissem um dia, sopramos ilusões quando deveríamos inspirar realidades e desviamos o olhar do tempo, sem pedir desculpa. Queremos o Sol quando é de noite e a Lua quando é de dia. E dói. Mas somos felizes. Queremos ter tudo e não podemos ter nada mas quando não queremos nada, aparece tudo. Somos felizes. Desviamos o olhar de quem nos sorri e sorrimos para quem não vê. E somos tão felizes. Um dia, sentiremos vontade de viver o que já vivemos, de dizer o que já dissémos ou de estar com quem já estivémos e, nessa altura, se soubermos sorrir, somos grandes. Crianças grandes. Só assim faz sentido.
Eternamente Polarito (mais ou menos criança... whatever), sempre feliz, e o Mundo esse, quando pensa que sabemos todas as respostas, aparece logo com novas perguntas... e assim é que sabe bem...!! :)
Obrigado a todos os que já passaram pelo Polarito World! Não este, o Real and Crazy Polarito World... ;)
E agora, seus gaijos e gaijas, independentemente da idade, tudo a SORRIRRRRRR que nem umas hienaaaaaaas !!!!

Thursday, October 16, 2008

Polarito, o Vampiro !

Segundo a lenda, os vampiros podem controlar animais nocturnos (não se pode dizer que eu tenha um curriculo muito pobre na noite), podem desaparecer numa névoa (podemos chamar névoa a uma ribanceira que dá para um olival onde, teimosamente, um bocado de oliveira quis acasalar com o meu braço?) e possuem um poder de sedução muito forte (por favor, observar imagem em anexo).
Confirmo portanto, sob juramento de sangue (piada mesmo boa e apropriada) que tenho em mim células vampíristicas. Quem tiver em casa um microscópio óptico de varrimento, por favor encostar ao monitor, e confirmar, junto aos meus lábios carnudos, que os vestígios de sangue são do grupo A+RH-, o qual só existe num ser humano chamado D. Assunção (private que, espero eu, poucos entendam).
Eternamente Polarito e o meu sangue, esse, teima em não levar Cerelac Amêndoas e Mel aos neurónios...

Wednesday, October 15, 2008

Caralhotas Party!



Realizou-se um convívio na agitada metrópole que dá pelo nome de Almeirim. A ideia era, nomeadamente mormente, ficar muito mal disposto. Iniciou-se assim a digressão com muito pão (Almeirim´s Caralhaites), mais ou menos 1 Kg de Almeirim´s Caralhaites por pessoa. Seguiu-se depois o Projecto "Como enfardar Sopa da Pedra (Stone Soup) como se não houvesse amanhã" que se concretizou com enorme sucesso. Mais ou menos 1 litro de Stone Soup por pessoa. Depois a mesa encarnou em traineira e cada um comeu mais ou menos 1 Kg de peixe (Robalâite, Salmonâite e Douradâite). Impressionantemente, e arriscando o linchamento público, o empregado de mesa não trouxe as 4 travessas de carne pedidas (que daria mais ou menos 1 Kg de carne por pessoa). Esta situação, extremamente grave, impediu que o objectivo de ficar muito mal disposto se alcançasse. Nem as sobremesas valeram. Decidiu-se então que andar de kart seria a última possibilidade de má disposição. Foram tentadas piruetas, derrapagens, capotamentos, mas nada. Nada resultava. Saída do kartódromo em direcção às caralhotas, a toda a velocidade. Esgotamento do stock de caralhotas de maçã e noz e nervos em franja por ouvir pela décima sétima vez que as bifanas na caralhota fizeram sucesso nas festas de Palmela. Desfalque financeiro no momento do pagamento. Ainda hoje há átomos de caralhotas a vaguear no meu carro e nada de má disposição.
Conclusão: with or without caralhaites, always smiles in our faces!

Cabra mais cabra não há...

Cabra: Polarito, este cheiro é teu ou estiveste com o burro do burro?
Polarito: É meu. Já estive com o burro há mais de 2 dias e ele continua com vontade de se matar contra uma manjedoura. Não podes deixar o bode e voltar para o burro?
Cabra: Ele não me tratava bem. Nem sequer me fazia miminhos na armação, como tu...
Polarito: Credo...
Cabra: Sim, Polarinho, nem sabes como fico ao sentir as tuas mãos voluptuosas nos meus cornos duros como uma porta... sempre gostei de ti, sabes... ?
Polarito: (o burro vai-me matar)
Cabra: Queres ir hoje ao Kais, Polarinho...? Podíamos comer um suflê de azevém com pozinhos de trevo subterrâneo...
Polarito: Óóóó cabra! Estava aqui a pensar que é uma grande ideia, de facto! Mas eu ia ficar muito feliz se antes fosses ao estábulo para seres ordenhada. Sabes, ficas mais esbelta com um soutien 36 copa B do que com o 48 copa D, e assim é mais fácil também para o empregado, que fica com mais espaço na mesa para pôr as travessas.
Cabra: Claro que sim, amor. Vou já! Chuakkkkkkkkkkkk!
Polarito: Blhééééérk!!!

Tuesday, October 14, 2008

O Segredo !

Polarito: Tás a ouvir, ó burro? Vais ter com a cabra e pedes desculpa por a teres trocado por uma mula, ok?
Burro: Estou tão arre... snif... arre... snif... arrependido... mas também... porque é que veio logo o bode dar colinho à minha cabrinha...?
Polarito: Calma pá, nada de stress! As cabras são todas iguais, são todas umas cabras! Se a viste com o bode velho dos Alpes foi porque não andavas a fazer bem o serviço.
Burro: Achas que ela volta para mim, Polarito ?
Polarito: Volta, burro, volta. As boas cabras voltam sempre. Tens é de deixar de ser burro, ó burro. E também dava jeito um pouco de gel nessa crista. De resto nota-se que tens um pêlo com brilho espelho e toque caxemira. E o cheiro, então, é mesmo como as cabras gostam.
Burro: Aiii Polarito, ao menos se ela me deixasse estar presente no momento da ordenha...
Polarito: Calma burro, vais meia hora antes, encostas os teus cascos molhados aos fios eléctricos da ordenhadora e dizes que foi um curto-circuito por causa da barragem de Castelo de Bode. A cabra ouve falar em curto-circuito e em bode, e nunca mais quer ouvir falar nele!
Burro: Boooooooooooaaaaaaaaaaaaaaa !!!
Polarito: Escutaaaaa! Depois de te aperaltares, vestes o teu melhor fato e vais levá-la ao Kais! Leva umas frases feitas, daquelas mesmo bonitas e românticas, para não ficares sem nada para dizer, tipo... "tinha tantas saudades de ouvir os teus balidos, minha cabrona..." ou "é nestes momentos que eu gostava de vestir o meu fato de chupa-cabras" ou "queres ir ruminar comigo um pouquinho lá para o celeiro?"...
Burro: Obrigado, Polarinho, obrigado! Só espero um dia poder ajudar-te também a encontrar a cabra perfeita para ti... :)))

Best Picnic Spot 2008!

E a Sande de Courato d´Ouro 2008 para o melhor local para Picnic vai para... (trrrrrrr trrrrrrr trrrrrrrrr = rufar dos tambores)... PIRINÉUS !!!

Alma Azul... e não só...

Macacos me mordam se eu, na minha condição de sócio 85505 do FêCêPê, não julgava que era um verdadeiro portista de alma e gema (hmmm... lembrei-me agora que adoro ovos estrelados e vou ter que comer ao pequeno almoço com os cereais, em vez do leitinho e da frutinha do costume).
Eternamente Polarito... e os meus tintins, esses, só têm uma cor: azul e branco! (credo, deixa-me bater na madeira 3x... Toc!Toc!Toc!)

Monday, October 13, 2008

Lei de Lávuáziê !


Segundo a Lei da Conservação das Massas ou Lei de Lavoisier, numa reacção química que ocorre em sistema fechado, a massa total antes da reação é igual à massa total após a reacção. Melhor ainda! Numa reação química a massa se conserva porque não ocorre criação nem destruição de átomos. Os átomos são conservados, eles apenas se rearranjam. Os agregados atómicos dos reagentes são desfeitos e novos agregados atómicos são formados. Weeeelllll, filosoficamente falando, e observando a imagem, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...

Wednesday, October 08, 2008

No rules !

Hoje quebrei as regras. Há campos da vida em que as regras estão desfazadas de qualquer sentido ético. Foi a pensar assim que nasceram os grandes ditadores, eu sei. Mas agora é diferente. Cada vez mais o Mundo parece um enorme aquário, onde a vida é demasiadamente triste. Bolhas artificiais, pedras artificiais, um navio artificial encalhado. Tudo dentro de um vidro e pronto, está feito. Os peixes não são assim tão infelizes, sofrem todos de amnésia retrógrada, a mais rara mas a mais feliz, ou seja, os tipos não se lembram de nadinha de todo. Passa o peixe anjo ao pé do coral verde e diz para o peixe palhaço:
"Eih, peixe palhaço, tás fixe pá?! Dá cá mais 5 (ou 50... sei lá quantos filamentos tem cada barbatana do peixe palhaço)! Queres ir logo passear de barbatana dada ao anoitecer? (que é, efectivamente, quando o puto lá de casa apaga a luz do quarto para ir nanar). E pronto. A memória dos peixes é de cerca de 4 segundos, ou seja, mais uma volta e o peixe anjo passa ao pé do coral verde e diz para o peixe palhaço:
"Eih, peixe palhaço, tás fixe pá?! Dá cá mais 5! Queres ir logo passear de barbatana dada ao anoitecer?"
O nosso Mundo está um Aquário! As pessoas não recordam, daqui a 3 segundos, as sensações que lhes foram proporcionadas há... 3 segundos! Vivemos fechados, sem vidro à volta! E eu continuo a quebrar todas as regras, de mochila às costas ou, em caso de alguém gostar de cavalitas, de alguém às costas. Eternamente Polarito Aventureiro... e o Mundo, esse, está todo à nossa espera...!!
Recordam-se do que leram há 3 segundos, suas abróteas ??

Faravéns !!!

A morenaça fez anos. Muitos, conforme se pode verificar na imagem anexa, olhando atentamente para a linha inferior das pálpebras. Saudação do Academia, até partir os metatarsos e beijo do "Magalhãezinho" :)))))))

Tuesday, October 07, 2008

Joaquim Nostálgico

Apresento-vos o Sr. Joaquim Nostálgico. Cono não sei se é Joaquim, fica só Sr. Nostálgico. Quem quiser sentir a nostalgia de um bem perdido como o mundo fantástico da infância ou a inquietação perante o enigma indecifrável do mundo ou a resignação dorida de quem sente a vida sendo incapaz de a viver ou simplesmente liberte uma lágrima ao recordar-se da mousse de chocolate de ontem, tem de ir ao Jardim da Estrela, quarto banco a contar da esquerda. Está lá tudo isso, sob a forma de Sr. Nostálgico. Não digam que vão da minha parte, senão o Sr. Nostálgico pode ficar nostálgico. Recentemente o Sr. Nostálgico foi visto com uma companhia feminina. Questionado pela insólita situação de não se encontrar no Star Garden com cara de nostálgico e sem companhia feminina disse, com ar nostálgico, que queria sentir a nostalgia dos tempos aúreos da juventude em que ia aos bailaricos, bebia umas canecas de vinho tinto, conhecia 3 ou 4 raparigas casadoiras e as levava ao jardim lá da aldeia, onde as sentava carinhosamente depois de passar o seu lenço de mão sobre o banco para puxar o lustro, colhia 3 ou 4 malmequeres brancos e lhes oferecia, olhava-as nos olhos e... ficava depois com ar nostálgico. As babes não querem queridos, Sr. Nostálgico, querem... ora... segundo o último estudo de mercado que fiz junto deste departamento, querem... efectivamente nomeadamente mormente... cabrõezinhos! Mas cabrõezinhos queridos! E eu tive 20 na cadeira de Técnicas Laboratoriais de Cabronismo Querido. Eihhh... Sr. Nostálgico, pare de pensar na Ermeníldia lá da casa de telhado preto ao pé do monte! Tem a Samantha e a Cindy à espera lá no 4º banco a contar da esquerda!

Moviflor, Largo da Graça, 28

Há coisas do Diabo! Anda um tipo a contar os trocos para ter um sofá da moda e de repente depara-se com mais uma filial da Moviflor ali num pinhal pertinho de Óbidos. À primeira vista pode parecer a instalação de repouso de uma menina que amavelmente ofereça (in)satisfação em troca de vantagens monetárias. Mas não, meus queridos e amáveis leitores. Não é o sofá todo rebentado e asqueroso utilizado por uma pêga enquanto espera por um desgraçado qualquer. É a agência da Moviflor, em Óbidos. Porquê? Simples... falta ali uma garrafa de água. Duhhhhh !!
P.S. - Garanto-vos, sob compromisso de honra, que não saí do carro! Nem deixei ninguém entrar! Blhérkkk !!
Momentos lúdicos só noutros sofás da Moviflor. Eternamente Polarito... e há 1 sofá que, algures em Portugal, está cheio de sorte a partir de hoje. Se pudesse, já não queria mais ser o Homem Elástico. Queria ser um sofá preto para adormecer por baixo de ti... Aaaaaiiiii... não disse isto... hmmm... para adormeceres em cima de mim.... Aaaaiiiiiiii... também não era isto...!! Pronto! Não me vai falar durante 90 anos! :)

Monday, October 06, 2008

Assim é que é bonito!

Há um bar em Avis, junto ao Convento da Ordem de Avis que, se chama "O Convento", vá se lá saber porquê...
No "Convento", em Avis, esta tarde, esgotou-se a paciência e o bar fechou. Podiam ter esgotado os tremoços e as stouts pretas. Mas não. Foi logo a paciência, que sabe tão bem no início do Outono. Prometo, ilustres aviários (como se chamam os habitantes de Avis?) que não vos volto a fazer esperar tanto tempo pela próxima visita! Tenho dito!

Sunday, October 05, 2008

Polarito, o Queniano!

Contrariando todas as Leis da Preguiça pelas quais tenho regido, orgulhosamente, parte das minhas manhãs, este domingo, 5 de Outubro de 2008, fica na história do país e do mundo como o nonagésimo oitavo aniversário da implantação da república e também como a data em que daqui a 1 ano se comemorará 1 ano sobre a histórica corrida de 1h40m do atleta Polarito. É um facto. Quatro horas após a entrada do corpo em processo de hibernação, o atleta (e, dadas as horas, suicida) Francisco Catows (aquele que se diz ser meu gato) decidiu fazer um treino de boxe. Sim, eram 8h e a minha cara era o saco. Pensei durante 3 segundos... deverei fazer criação de ratos no meu apartamento por forma a manter o Francisco entretido ou deverei fazer criação de cães no meu apartamento por forma a manter o Francisco escondido? Levantei-me, bebi leite, algumas canecas de leite, 2 torradas, cereais, 2 bananas e 1 manga. O Francisco prefere biscoitos de salmão. É muito burro, este gato. Fui correr. Até aqui, tudo normal. O problema é que eu sempre soube, principalmente desde o dia seguinte à puberdade, que havia algo em mim de queniano e não era a cor da pele. Vinte anos após este momento que veio trazer o sorriso à comunidade feminina a norte e a sul do Equador, descobri mais um traço comum. Corri como se não houvesse amanhã durante 1h40m. Só parei quando percebi que, querendo parar, as pernas já não obedeciam. Secalhar ia correr até 4ª ou 5ª feira, mas não quis experimentar. Não podia faltar ao trabalho estes dias e não é fácil utilizar o AS400 a correr. Tenho uma fã que aparenta entre 90-150 anos e que me bate palmas sempre que passo à porta dela. Diz que se pudesse vinha comigo e não me largava mais. Eu vou continuar ansiosamente à espera de ver desaparecer as 2 bengalas que tem ao lado :)

Eternamente Polarito Lá Dos África, e os gémeos, esses, continuam a latejar ... :))

Done !

Tuesday, September 23, 2008

Hummmmmmmm :)

Finalmente, para um serão de despedida do Verão de cor azul bebé para um Verão versão castanho não bebé, um concerto impressionantemente... impressionante! Sabem aquela sensação de um concerto ser perfeito mesmo que o artista esteja calado? Pronto, é essa a sensação. A Colbie é, de facto, mesmo boa! E não sou um daqueles badalhocos que só pensa na música e no ritmo e na performance acústica da artista. Sou um tipo sério que pensa também na morfologia da artista e, atendendo a esses parâmetros, a Colbie é mesmo muito intensamente extremamente efectivamente boa. E além disso, canta bem! Pelo menos li hoje nas notícias! Um vestido branco, um cinto vermelho suave bem acima da cintura, sandálias lentas, uma mão na cintura, puxando levemente o vestido para cima, cabelos de areia fina e dourada, olhos doces e voz meiga. Hmmmmmm... eu sei que o facto de estarem ali uns milhares de pessoas inibiu-te Colbiezinha, mas quando quiseres que eu te mostre a Luz (longe daqui qualquer conceptualização futebolística) não me avises com antecedência. Aparece e pronto. Assim é que sabe bem. Eternamente Polarito... e a Colbie, essa, bem que podia ter sido minha colega da primária para brincarmos aos senhores doutores, perdão, aos senhores cantores... :)

Bye Summer, byeeee !

E o Verão bazou, assim, como quem não quer a coisa. Este Verão enviou o Inverno, no último dia de Verão, para nos lembrarmos que devemos receber o Inverno como se fosse Verão, com um sorriso de orelha a orelha. A Goodbye Summer Party fez-se na praia onde, por momentos, deixou de se ver o mar (para os leitores deste blog com mais de 145 anos e com 78 ou mais dioptrias, tive o cuidado de sinalizar o mar na foto. Sou um querido como já há poucos, convenhamos). No Outono, a praia tem outro encanto... podemos comer castanhas à beira-mar... podemos ver as folhas dos bosques de casuarinas, coqueiros e árvores de caju a perderem as suas folhas sobre o mar de Bazaruto (se é que há Outono em Bazaruto)... podemos vestir um fato de mergulho e apanhar chuva na moleirinha sem sentir um só arrepio... podemos fazer tudo... apenas muda a cor. Os devaneios próprios da idade, esses, nem tremem... :)

Thursday, September 18, 2008

Crash na Bolsa - 1929, 1987, 2008

Francisco Catows, "Xico" para os amigos felinos, após análise atenta das cotadas na bolsa portuguesa, afirmou que a o seu dono, Polarito, vai tomar as acções necessárias para se atirar da ponte 25 de Abril durante os próximos dias. Após cálculo dos prejuízos, Francisco Catows sugeriu ainda que o seu companheiro de cama, Polarito, saltasse na parte em que em baixo ainda não é rio mas sim Alcântara. Numa última observação da tabela PSI-20, observando o gráfico da evolução das acções nas ultimas semanas, o analista Francisco Catows admitiu que o seu companheiro do jogo das escondidas até ficar com os braços como se saísse de uma floresta de silvas, Polarito, tentasse atingir com a cabeça uma das casas com telhado de barro preto, o mais duro e mais consistente, evitando assim causar estragos nas casas aquando da travessia ponte - Alcântara em 4 segundos, via aérea. Francisco Catows reforçou ainda a convicção de que está empenhado em lutar contra os problemas que emergiram no sector financeiro e o pânico que tomou conta dos mercados em troca de mais um saco de ração I/D que, por causa ou não da crise bolsista, já custa 54 euros, uns miseráveis 5 Kg... Um dia destes encontro-o no Eleven com 5 bacalhaus especiais extra Asa Branca à frente quando lá for pedir os restos de pão... Eternamente Polarito, e a ruína finaceira, essa, não me leva o que faz falta... :) Xico, onde estááááááááááááás ??

Monday, September 15, 2008

Polarito Attenborough



Depois de escalar a montanha, preparação do material e de uma fuga para um esconderijo onde fiquei uns bons minutos, eis o resultado! As marmotas são giríssimas! Têm a aparência de um esquilo mas com dimensões maiores. Vivem em tocas que utilizam para hibernar durante o Inverno. A sua hibernação pode durar até sete meses.

Vivem no hemisfério norte, em regiões montanhosas, onde o clima rigoroso não permite uma vegetação mais desenvolvida do que a erva dos prados alpinos. Esta "querida" vive nos Pirinéus!

Eternamente Polarito Attenborough, e o mundo esse, é mesmo fashion ao máximo...

:)

Wednesday, September 10, 2008

Expo Zaragoza 2008 - Review




Expo Zaragoza 2008

O fascinante microsegundo em que uma gota de água se desfaz... em água :) Para quem ainda estiver a preparar a mochila para visitar a Expo, apenas 2 sugestões:
1) não façam uma directa antes de chegar a Zaragoza
2) não façam uma directa quando saírem de Zaragoza

Monday, September 08, 2008

Foi uma cena assim meio esquisita...

Continuo naturalmente a atrair situações malucas. Que bom. Que alegria. Obrigado à entidade divina, seja ela qual for, que me concedeu este dom. Entretanto que me envie um sinal sobre a forma de passar este testemunho a outro. Hoje vivi mais um momento daqueles que parecem um filme. Às vezes tenho dificuldade em enquadrá-los no género cinematográfico. Este não. É tipicamente um policial. Envolveu gritos, corrida, alguma violência (vá lá... umas coceguinhas na moleirinha de um tipo mal encarado), carros de polícia, esquadra e, durante 5-7 segundos, sangue a fluir nas minhas veias a velocidade alucinante, como que emitindo sinais ao hipotálamo de que deveria estimular a hipófise a segregar imediatamente hormonas suficientes para partir 32 dentes a um tipo... o mal encarado. Tudo acabou em bem. Vou guardar para mim os momentos mais intensos. Tenho de os esquecer esta noite. Mas alerto daqui todos os bandidos deste Mundo. Se souberem que eu estou por perto, nunca atentem contra o bem estar, dignidade e respeito dos mais velhinhos e dos animais. Nunca. E não me apetece dizer mais nada...

El Escorial !

Em El Escorial, mesmo encostadinho a Madrid, além de bocadillos de jamon serrano, não há muito mais a acrescentar. Vá lá, é só um dos sítios mais bonitos de Espanha, uma espécie de Sintra à nuestros hermanos, mas muito mais animada. E tem bocadillos de jamon serrano. Tem um mosteiro enorme, onde não haverá bocadillos de jamon serrano no seu interior. Mas cá fora, acreditem, há bocadillos de jamon serrano por todo o lado. Segundo a minha agenda de viagens, deverei voltar a passar em El Escorial antes de 2080. Nessa altura, Laura, prometo que te convido para um café (2 dias antes para que as bengalas não sirvam de desculpa). Com um café, em El Escorial, o que fica mesmo a matar? Um bocadillo de jamon serrano... :)

Thursday, September 04, 2008

SALAMANCA RULES!

Uma análise atenta a esta foto demonstra nitidamente uma situação óbvia: de que vale um grande e elegante modelo quando o artista é um...imbecil ? :)

Tuesday, September 02, 2008

Ciudad Rodrigo - Não tá fácil !

A passar ao lado de uma carreira de sucesso, continuo em armazéns de adubos e de sementes e de fitofármacos e de veterinários. E tantos armazéns onde seria feliz...

Wednesday, August 27, 2008

O Rei dos Caminhos de Cabras!

Mais um brinquedo novo! É do meu irmão, mas como o que é dele é meu, então considera-se meu. Até é importante que fique aqui claro que tudo o que é custos de manutenção, é dele. Tudo o que é utilização sem custos, é meu. Pelas fotos não dá para perceber bem que este brinquedo é mesmo grande. Em estrada, em míseros segundos estava a rolar a 90 km/h e decidi parar por aí. Em caminhos de cabras, se aparecer uma cabra e embatermos de frente, poderemos afirmar que a partir desse momento passaria a haver cabras também no oceano Atlântico. A força necessária para conduzir este brinquedo é impressionante. Dá um gozo enorme. Responsável da gestão da frota de veículos da minha empresa, a minha pode ser azul bebé :)
Reparem no pormenor do Polarito estilo "Menino Nelito", depois da utilização de um capacete versão feminina.

Monday, August 25, 2008

À Aventura!

Já estou melhorzito. Após quase 2 semanas, aquela sensação de voltar a ver a placa "PORTUGAL" sem ser por trás, desenvolve em mim, eventualmente, a mesma sensação que os suicidas desenvolvem 1 segundo antes de o serem considerados, isto é, suicidas. Este ano não havia destinos perfeitamente definidos, nem horários, nem sargetas / grutas/ campismos / pousadas / motel / hotel / resort reservado. Zero. Havia uma lata de feijão frade que percorreu parte da Europa e voltou para Lisboa. Pouco mais havia. Foram 4.500 km em 11 dias. Multiplique-se por tantas "coisas" que aconteceram e dá... noves fora nada... dá "prái" muitos momentos vrutais! Eternamente Polarito Mochileiro... e a Route 66, essa, está cada vez mais perto... ;)

Saturday, July 26, 2008

If there is something...

... e passaram 9 dias... e 9 noites... de total destruição mental e de uma fragmentação física a cada segundo mais intensa. Foram dias e noites sem descansar uns míseros segundos. O corpo já não responde, os sorrisos já não se desenham, por mais fictícios que sejam. Foi, talvez, a única experiência da minha vida que não consigo transmitir por palavras. Nem por imagens nem por nada. É manter um furacão interior e não conseguir expulsá-lo. Ele é alimentado e nós não. Até à destruição.
Estes dias passaram em "slow motion" numa película de tragédia antecipada. Aquele ritual de deslocação para o hospital, deixar o carro afastado para que pudesse atravessar um pequeno jardim, como que adiando o inevitável... a entrada, onde entravam famílias para acompanhar um doente e saíam famílias em sorrisos desmedidos com um bebé ao colo. E eu, sozinho, subia vagarosamente as escadas, como que adiando o inevitável... entrava no corredor do piso 4, deslocava-me até à porta do quarto e, num último suspiro profundo, como que adiando o inadiável... entrava. Esforçava-me por fazer o meu sorriso mais rasgado, com a alma dilacerada, mas um sorriso brilhante e contagiante e olhava para a minha Mãe. Ela sorria-me também. O sítio mais triste do Mundo, os momentos mais tristes da Vida, mas dois Sorrisos... O meu Pai já estava lá desde o início. Assim passávamos a tarde, a mesma união, mas num local diferente. Os médicos foram sempre alertando para o pior, mas eu animava-os... "Dra, vamos todos fazer o nosso melhor. Vai correr tudo bem!"... e recebia um sorriso, nada mais. Mas para mim era o suficiente. Quis andar iludido, porque senão, não conseguia andar... A pouco e pouco a minha Mãe foi sendo medicada com substâncias causadoras de depressão respiratória e cardíaca, para atenuar a dor e, lentamente, provocar a morte... ao anoitecer, deixava a minha Mãe, um afago na face, um beijo lento na testa, palavras segredadas ao ouvido que guardo só para nós e, como sempre, simulava uma ida à casa de banho para deixar algumas lágrimas deslizar pela minha face trémula de raiva e de dor... Foi assim todos os dias. E todas as noites... No final, há exactamente 1 ano atrás, nesta noite, a minha Mãe já não abria os olhos, já não falava... Senti que queria passar a noite com Ela... Deixei o hospital às 20h, vim a casa buscar um livro e uma pequenina imagem de Nossa Senhora de Fátima com muito valor para a minha Mãe. Levei-A às escondidas na minha mochila. Entrei no hospital às 21h, deixei a imagem em cima da mesa de cabeceira, veio uma enfermeira fazer a minha cama ao lado da minha Mãe. Que sensação tão estranha... Não me quis deitar nunca. Quis ficar sentado a olhar para a minha Mãe a cada segundo, a segurar-Lhe a mão e a contar histórias. E os minutos passavam, num silêncio perturbante. É, garanto-vos, uma experiência que transcende muitos dos limites humanamente suportáveis. Em todos os aspectos. De madrugada, os enfermeiros tentaram que eu fosse para casa. Queriam chamar alguém, para eu não ir sozinho. Em vão. Nem sozinho nem acompanhado. Queria ficar com a minha Mãe. A minha amiga Gisela veio ter comigo, passámos uns minutos à porta do hospital. Não se via vivalma nesta noite. Obrigado, Gi. Voltei para o quarto e ali fiquei em silêncio, sentado ao lado da minha Mãe. Apesar de toda a dor e sofrimento, continuava linda como sempre. Dei-lhe a mão e fechei os olhos. Fiquei assim muito tempo, a imaginar histórias tão bonitas que vivemos. Ela estava quente e a transpirar. É "o" sinal... Um enfermeiro entrou e pediu-me para ir para casa, a qualquer momento aconteceria o pior... Se, dentro de mim, havia algum sentimento, então senti o abismo de um vazio... não era mais eu que estava ali... pedi-lhe uns minutos. Ele saiu. Beijei a minha Mãe como talvez nunca tenha feito. Contei-lhe coisas que nunca tinha contado. Limpei-lhe o suor, abracei-a, olhei uma última vez para aquela face tão linda e amável, para as suas mãos doces e, pela primeira vez chorei ao pé Dela. Foi também a última... Imaginei-a a sorrir, olhei para as flores que Lhe tinha oferecido, e saí... cada segundo mais avassalador que outro. Olhei para o enfermeiro e não consegui balbuciar uma só palavra. Entrei no carro, olhei para a janela do quarto da minha Mãe. Tinha a visão turva de lágrimas, o corpo tremia de sangue que fluia poderosamente nas minhas veias, querendo explodir a cada instante. Vim para casa muito devagar, enquanto o dia nascia. Tantas vezes quis ir contra uma árvore ou um muro. Mas também não conseguia. Entrei em casa. Ao meu Pai, disse que tudo estava bem. Deitei-me, a olhar para as estrelas que brilhavam no tecto do meu quarto, a que a minha Mãe tinha assistido quando as colei, abanando a cabeça com a criancice de um filho que já deveria ser um homenzito. Fechei os olhos imaginando que estava com Ela e... o telefone tocou...
Se, no primeiro dia da minha vida, a minha Mãe me abraçou e beijou, me segurou no colo em lágrimas de alegria, guardo para mim e com respeito de, no último dia da Sua vida, eu A ter beijado e abraçado. Adormeci a minha Mãe ao meu colo, em lágrimas de profunda mágoa... Não sei como consegui, mas consegui... e, quando estou triste, lembro-me desta noite, há exactamente 1 ano atrás, de tudo o que aconteceu e que foi muito mais do que aqui está escrito, e que vive dentro de mim, como se fosse hoje... Acredito que tudo o que fiz pela minha Mãe, não seria surpresa para Ela.
Na noite seguinte, escrevi pelas minhas mãos uma carta que Ela redigiria com a Alma. Li-a durante a Missa e fiz muitas pessoas acreditar, até hoje, que existe Algo mais bonito do que aquilo que por aqui passamos. Vi sorrisos, numa hora de tristeza. E vi rosas brancas, centenas. Como a minha Mãe teria gostado...
Depois disso, aventuramo-nos na vida e procuramos ser felizes com as pessoas que nos amam. Continuo a sair de casa e a olhar para a janela, numa ridícula ilusão de A ver acenar para mim como fazia todas as manhãs...
If there is something in the sky besides rain, maybe. But only if...
Obrigado, Mãezinha...

Thursday, July 17, 2008

Lágrimas coloridas...

Hoje passei o dia de coração destroçado, tentando refugiar-me em momentos de boa disposição, auto-construindo um porto de abrigo para as minhas emoções, sem alicerces, caíndo minuto a minuto em momentos de destroçadora tristeza. Hoje faz 1 ano que a minha Mãe saiu de casa. Saiu para o hospital, onde estaria mais 9 dias. Lembro-me de cada segundo como se tivesse sido há... 1 segundo. As lágrimas que lhe deslizavam na face, os passos lentos em direcção à porta, como se Ela já soubesse que seria a última vez. O meu pai estava destroçado, escondendo em cada olhar a mágoa de um momento tão triste. Eu estava aparentemente calmo, tentando como sempre transmitir que tudo ficaria bem. Por dentro, estava destruído. Como nunca. Queria pegar no Mundo e girá-lo para que tudo ficasse bem. Não podia... As últimas semanas tinham sido desgastantes, a assistir desamparado à dor da minha Mãe. Não pensava, não falava, não sonhava, não amava, não vivia... Queria estar sempre com Ela e dizer-Lhe que ficaria bem. Tantas vezes que, às escondidas, ligava para os médicos, minutos antes das consultas, pedindo que desvirtuassem a sua ética profissional um pouco e, iludidamente, deixassem a minha Mãe mais feliz e convicta que ficaria bem. Mas vê-la sair de casa, foi o desabar do Mundo. Até o nosso gato, companheiro inseparável da minha Mãe nos últimos 13 anos, estava com um olhar entristecido, em silência, vendo-A partir. Lembro-me de ouvir um último "...tínhamos tudo para ser felizes...", antes de fechar a porta. Acompanhei a minha Mãe todos os dias, antes e depois deste 17 Julho 2007. Conduzi a tremer, rezando em silêncio para que nada disto fosse verdade. Apetecia-me morrer... No hospital os médicos já me conheciam, eu sempre a quis acompanhar e Ela sempre dizia aos médicos (nunca à minha frente) que eu era o anjo da vida dela. A minha Mãe sentiu-se mal, estava tão branca... eu e o meu pai perdíamos a noção do tempo, do espaço, de tudo. Fomos sempre tão unidos e agora algo nos queria separar... para sempre... Subimos para o quarto, onde continuei a mimar a minha Mãe como todos os dias fazia em casa. Vinha cá fora chorar, enxugava os olhos e voltava a entrar no quarto com um sorriso. Toda a manhã, tarde e noite. Depois... depois foi o pior momento da minha vida. Aquele em que a minha Mãe, após minutos de silêncio e a olhar para mim com aquele olhar tão doce e emocionado, disse pausadamente... "lá se vai a Mãe..."... Ela sabia... Eu também, mas nunca quis acreditar...
Amo muito a minha Mãe, e se cada lágrima que libertei ao escrever este post se tranformar numa pétala, então aceita Mãezinha a mais bonita flor do Mundo que em lágrimas te envio...

Aí está o que é !

Tem nome de gelado, mas não é gelado (nem podia ser... olhe, se faz favor, são 2 super maxis e 1 glyphogan max... nããããã)! Tem nome de indivíduo dos países de leste com apelido de cão, mas não é nome de indivíduo dos países de leste, com apelido de cão (nem podia ser... ora então o senhor é licenciado em física nuclear na Unversidade Nacional de Kiev e candidata-se aqui em Labrujeiras de Baixo a montador de tectos falsos. Como se chama? Glyphogan Vladimir Max e esta é a minha mulher Irina Mámámigávárê Max... nããããã)! O Glypho (nome carinhoso a ser adoptado a partir deste momento) é um herbicida!!! Senão, repare-se nos ensaios feitos na cabeça dos indivíduos 2 e 3 da fila de cima, a contar da esquerda! Eficácia comprovada, mesmo nas ervas mais difíceis. O indíviduo 3 tinha na cabeça milhãs, trevos, junças, silvas e até eucaliptos! Foi tudo ao ar! O indivíduo 1 tinha um tufo de pêlo a sair do peito que até se confundia com a barba. Foi tudo ao ar! O indivíduo 5 é maratonista, magríssimo e, sempre que vinha o vento mais forte, tinha de o ir buscar no com o kyte às Ilhas Desertas. Comeu 3 panelas de Glypho e ficou com este aspecto saudável. Não foi mais ao ar! Nem em dias de tempestade! Os indivíduos 6 a 10 (em baixo e que designaremos por gaijas), foram sovadas 2 minutos e meio antes da foto, para manterem este aspecto elegante e de felicidade. Infelizmente, na imagem, consegue perceber-se que a gaija 9 está acorrentada. A gaija 8 ofereceu alguma resistência até fazer o sinal de "fixe" tendo mesmo de se lhe partir 31 dentes, deixando apenas 1 incisivo para ajudar a descascar os tremoços. As gaijas 6 e 7 são playmates contratadas para o lançamento do Glypho e a gaija 10, morena desde sempre, botou madeixas e farandol com Glypho e ficou assim. O indivíduo 4 (regressamos à fila de cima), toma 3 banhos de imersão por dia com Glypho e 2 à noite, trocou o Cola Cao por Glypho no leitinho matinal e utiliza Glypho como creme hidratante. Mantém o aspecto de macho moreno latino de barba rija e "uma ligeira penugem" no peito. O segredo... pulverização em ultra baixo volume e sempre antes de ir nanar.

CATAPUMMM! CATAPUUUUUMMMMM! É o fogo de artíficio na festa de lançamento do Glypho!

Eternamente Polarito... e o meu cérebro, esse, acho que "glyphou" de vez...

Wednesday, July 16, 2008

Vespista - A Way of Life !

Retomadas as aulas de código, daqui a umas semanas já posso sentar o meu rabiosque (termo técnico utilizado nas aulas de Swissball para as minhas duríssimas - sim, é um facto mesmo verdadeiro - nádegas) num qualquer veículo de 2 rodas de cilindrada superior a 50 cc. Não me atraem as grandes motas potentíssimas de estrada, nem as motas de enduro com motor que parece um gerador em dia de feira a fazer pipocas e algodão doce. Só quero uma Vespinha. Vai ser pretinha, e brilhar ao sol nas praias mais giras da Europa. Há pretinhas mesmo giras, não há? Agora imaginem um capacete à Vespista (parecido com os da I Guerra Mundial) + óculos da moda (enormes como óculos de mergulho) abraçados ao capacete + camisa semi-transparente de linho branca (com 2 botões abertos) + calças de ganga azul clarinho (com 2 ou 3 rasgos) + Polarito! Passar na ponte entre os carros, com o zumbido doce desta querida. Espero que ela goste da costa vicentina, quero atravessá-la ao pôr do Sol, sem destino e sem tempo. Parar em cada terra e em cada praia, contar e ouvir histórias. Descobrir aventuras sob as estrelas. Imaginar momentos cada vez mais reais. Não crescer... e ser eternamente Polarito. O mundo, esse, continua a girar e a girar, e assim é que é giro! Tal e qual a pretinha gira, a girar à beira-mar!

O Regresso ao ISA

O Instituto Superior de Agronomia (ISA) foi a minha segunda casa durante 8 anos. Não propriamente o ISA, mas o bar do Paulo (no ISA), o bar de arquitectura (no ISA), o bar do refeitório (no ISA) e toda a envolvente ao edifício (no ISA). A minha primeira casa foi o Departamento de Matemática (no ISA) onde eu teimosamente queria assistir à colocação da pauta com um miserável 10 à frente do meu nome, pela possibilidade de me auto-congratular por passar com o mérito de não estudar, não ter sebentas, não ter caderno e em algumas situações, nem saber o que é a matéria (um feito heróico, reconheçamos). Infelizmente não consegui ter o miserável 10, foi um desprestigiante e mais que miserável 14... típico de alunos que até estudaram, o que não foi o caso. Ainda hoje não perdoo aos professores por já não ter de subir as escadas para encontrar na pauta o miserável 10.
Ontem voltei ao ISA, ao Departamento de Herbologia. A grande diferença para há 3 anos atrás é que, antes de entrar num pavilhão que com muitas salas, laboratórios, ervas no chão e no tecto, e com as mesmas 2 pessoas tranquilamente sorridentes e felizes à espera de ervinhas para identificar é que, desta vez nem 2 pessoas havia, nem uma. Zero! Apenas 1 pavão à entrada que me deixou passar em troca de um molhinho de Chamaemelum fuscatum com um pequenino caule de Anagallis arvensis (apenas para impressionar algum professor que, desprevenido, aqui venha parar). Lá dentro, tudo vazio, nem pessoas, nem pavões. Só ervas. E a sala... ihih... a sala cujas paredes, se falassem, deitariam por terra qualquer dignidade que eu ainda tenho. Reparem no pormenor das mesas com um tabuleirinho em baixo. Agora digam-me, por favor... não está mesmo a pedir... para levar... QUARENTA MIL CÁBULAS PARA O DIA DO EXAME DE BOTÂNICA SISTEMÁTICA ?? COM OS NOMES EM LATIM DE 40 MIL PLANTAS ?? De facto está... E eu até sou um tipo que gosta de honrar os seus compromissos. Nunca tinha usado cábulas na minha vida... desde o último exame. Um muito justo 19 na pauta. Fiz questão de deixar 1 alínea em branco. Seria suspeito ter um 20... sem ter sebentas nem caderno...
Nota: a todos os leitores deste blog que são professores e ainda mais atenção aos que são professores do ISA, antes deste post informei-me junto do Ministério da Educação que já não há qualquer possibilidade de regressar ao ISA por motivo de utilização indevida de informação em mesas com tabuleirinho em baixo!
Eternamente miserável Polarito... e os nomes científicos de 40 mil plantas continuam eternamente na minha cabeça, desde aquele míserável fim de tarde, no bar do Paulo (no ISA), na véspera do exame.

Saturday, July 12, 2008

Into The Wild

Click! Sete e quatro da madrugada. Apaguei a luz para ir nanar. Fechei pela 2ª vez o livro que Jon Krakauer fotografou em palavras. Um alpinista consegue ter sempre uma visão mais elevada do Mundo e transformá-la em letras que nos inspiram em aventuras que de outra forma pensamos, mas não concretizamos.
Em Abril de 1992, um puto xarila chamado Christopher McCandless abandona um futuro promissor, a sua própria identidade, entrega todos os tostões a fins de caridade e parte. Só isso. Não interessa como nem porquê nem para onde nem se está bem ou mal. Parte em busca de uma experiência que transcenda o materialismo do quotidiano. É a entusiasmante força indomável de um espírito rebelde e lírico, nos limites do apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do longínquo Oeste americano.
O meu "projecto" mais parecido continua de pé e a única certeza que tenho em relação à sua concretização é, inevitavelmente, a sua concretização. Chama-se Polarito McCandless at ROUTE 66 - Chicago, Illinois Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia, Los Angeles. Um Cadillac dos mais clássicos vai comigo, pelo menos durante estes 3.940 km. Vou sair mais "grande" desta aventura.
Até lá... "...desejava movimento e não um calmo percurso de existência. Desejava excitação e perigo e a oportunidade de me sacrificar pelo meu amor. Sentia em mim um transbordar de energia que não encontrava escape na nossa vida calma..." Lev Tolstói in "A Felicidade Conjugal"
- passagem sublinhada num dos livros encontrados junto aos restos mortais de Chris McCandless -

Wednesday, July 09, 2008

Costas incandescentes !

Domingo, 6 Julho 2008. Praia. Muito sol. Muito vento. Muito sol e muito vento. Muito vento e muito sol. Banho rápido. Toalha estendida. Espalhamento de protector solar. Ninguém se ofereceu para espalhar o dito e também não é qualquer mão que espalha o dito nas minhas costas. Tenho dito o dito. Ombro direito perfeito, permitindo o espalhamento de creme numa superfície considerável do lado esquerdo das costas. Ombro direito com contratura em rotação interna do ombro e luxação posterior na porção lateral do muscúlo deltóide - motivo: aulas de extreme, que, em português quer dizer "treinem que nem uns gorilas nem que para isso fiquem com fracturas expostas" (eu ao menos quando é para desgraçar o ombro, é em grande), o que permite apenas que os dedos da mão toquem a zona direita das costas, e nada mais! Estão assim reunidas as condições essenciais para a criação da obra de arte que trago nas costas por estes dias. Eternamente Polarito... e as costas, essas, continuam incandescentes desde domingo... :)

Wednesday, July 02, 2008

Travessia Sesimbra - Riviera Maya

Decorreu este fim de semana mais uma jornada náutica, que por acaso até foi a primeira, desta vez com o Gang do Kayak a tentar a travessia Sesimbra - Riviera Maya, sem qualquer tipo de mantimentos ou vestuário, apenas meio quilo de cerejas. Recordo que todos os outros gangs tinham vestuário adequado, barras energéticas, frutas diversas, água abundante, bolos típicos e o Gang do Kayak apenas meio quilo de cerejas, das quais 200 gramas já estariam em processo avançado de decomposição. Nem um tachito de torresmos, nem uma caçoilita de chanfana, nem uma marmita de túbaros de bode velho das montanhas, nada! Só meio quilo de cerejas! Talvez tenha sido essa a razão de não termos avistado sequer a Riviera Maya, devemos ter ficado a meio do caminho. Não vimos os peixes amarelos em recifes de coral com antozoários malucos como se não houvesse amanhã. Vimos um cardume enorme de peixes porco (reparem nesta minha incursão no novo acordo ortográfico, não tilizando o hífen entre "peixes" e "porco". Foi muito à frente...), peixes mais ou menos coloridos junto à praia onde só estão os tipos que pensam que é preciso um barco a motor para ter uma praia só nossa, e grutas excondidas nas escarpas enormes. Fiz amizade com 2 corvos do mar (são giríssimos), mas não os consegui imitar :) Entretanto, enquanto se organiza mais uma aventura do Gang do Kayak (quem quiser participar, só tem de suportar levar com umas boas litradas de água na cabeça, enviadas pela minha pagaia que, por sua vez, é conduzida pelo meu braço que, por sua vez, é dirigido pela minha mente pérfida), eu faria uma sugestão. Julgo que o universo de leitores deste meu blog será constituído por... hmmmm... vá lá 1 a 2 pessoas que sofrerão de acentuados distúrbios mentais, senão não o leriam. Eventualmente 3, alguém que esteja a fazer uma tese de doutoramento sobre ursos polares e para aqui seja direccionada ao fazer uma pesquisa na net. Peço encarecidamente as estas 3 pessoas que se unam em prol desta nobre causa (favor entregar nas minhas instalações particulares ou empresariais ainda antes do Verão acabar - click- ). Abalrroamentooooooooooooooooooo !!!

Monday, June 23, 2008

Polarito, o Alcoólico Não Anónimo!

Mais uma vez os leitores deste blog, que só por isso já são uns infelizes, têm o prazer de se entreter com o passatempo "Descubra as Três Diferenças". Não é, nomeadamente mormente, um desafio ao alcance de qualquer um dois mortais, ainda por cima se o mortal em questão se tratar de um elemento pertencente à Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (desculpem, não se brinca com estas coisas).
Uma dica, a primeira imagem diz respeito ao período antes de almoço. A segunda imagem refere-se ao período após o almoço. Passo a citar este excerto de um almoço completamente demente que vivi hoje.
Senhora: Ora hoje temos sardinhas e...
Eu: ...então pode ser sardinhas, tem?
(mal eu sabia o que esta miserável piada ia desencadear...)
- 3 minutos depois -
Senhora: Que vai beber o engraçadinho?
Eu: Pepsi ou Cola, depende das sardinhas.
(estava, a partir deste momento, o circo montado)
- 3 minutos depois -
(vieram as sardinhas para a mesa e nada de bebidas)
Eu: Então traga uma Cola, por favor.
Senhora: Cola aqui não bebes, esta casa não é uma creche.
(reparem que passou a tratar-me por tu e a exercer a autoridade em relação à conduta da minha actividade de saciamento de líquidos)
Eu: então traga lá uma sagres preta, já que estamos na faculdade de...
Senhora: bebes dois ou três tintos, que é para a sardinha amainar.
(sim, para a sardinha amainar... o que quer que esta expressão signifique num contexto sardinhístico)
- vem para a mesa 1 garrafa de água, cheia de vinho, tipo vinho do Luso -
(bebi 2 copos de vinho, intragável, mas a verdade é que todas as mesas tinham garrafas de água com vinho. ASAE, onde andas tu quando um homem mais precisa)
Após a refeição, senti aquela sensação fantástica de levantar, sentir que o chão tremeu um pouco sem ter havido qualquer actividade sísmica e, quando me virei para a porta, a minha visão só chegou lá 2 segundos depois. Só por isso, valeu a pena.
Ainda gostava de ter visto a reacção da SSVGA (Senhora das Sardinhas e do Vinho em Garrafas de Água) quando, ao sair do ginásio, "amainei" as sardinhas com Nitro-Tech de xiclate... :)
Eternamente Polarito e as sardinhas, essas, continuarão a ser amainadas nos próximos meses, num arraial perto de si!

Saturday, June 07, 2008

Monday, June 02, 2008

YSL

Apesar de nunca ter seguido uma carreira de top model, o que sempre constituiu uma surpresa para os que conhecem os meus dotes de macho moreno latino, também nunca fui muito defensor do conceito de "haute couture". A roupa tem de ser, primeiro que tudo, prática. Depois confortável. Depois bonita. Só se estas 3 condições se encontrarem reunidas é que faz sentido andar vestido. Este raciocínio explica um pouco a minha aversão a pijamas e, não me apetecia dizê-lo, ao facto de a minha gaveta dos pijamas ter tudo, menos pijamas. Uma coisa é verdade (além desta história dos pijamas), é sempre reconfortante para os olhos e para a alma ter perto de nós alguém que, sem "haute couture", sabe aqui e ali impressionar pelos centímetros quadrados de têxtil que reveste a sua pele... seja seda luminosa e linho de Campia, seja lã de carneiro das Serra da Estrela. Tem é de ser giro, confortável e muito prático...
Esta noite, em Paris, partiu Yves Saint Laurent. Um dia, disse sobre o seu trabalho: "A roupa mais bonita para vestir uma mulher são os braços do homem que ama. Para as que não tiveram essa felicidade, eu estou aqui." Yves, tás lá !